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Coronavírus: Casagrande anuncia últimas decisões sobre combate no ES

O governador do Estado, Renato Casagrande, fala em transmissão ao vivo sobre as últimas decisões em combate à Covid-19 no Espírito Santo; acompanhe

Publicado em 20/05/2020 às 17h33
Atualizado em 04/06/2020 às 15h39

18:38

Fim da transmissão

"Muito obrigado, bom trabalho e boa noite".


18:38

Academias

"Academias vamos resolver até sexta-feira, para ver se temos protocolo seguro. E aí vamos ver se dá para dar um pequeno passo, porque é um local de interação".


18:36

HPM não tem leito para Covid. Por que?

"HPM já tem lá funcionando o pronto-socorro do Hospital Infantil, a parte oncológica. Ele é base importante para a Polícia Militar, dá atenção a uma corporação que presta trabalho muito bom. Por isso ele não está sendo usado para tratamento de Covid".


18:32

Como aumentar o isolamento social?

"Neste momento, é pedir a responsabilidade de cada um. É um trabalho de educação, repetição, responsabilidade, pedir compreensão. Municípios podem entrar mais nisso. Alguns apagaram as luzes das praias, mas nem todos, das praças também. Nossa fiscalização está se aperfeiçoando. É trabalho integrado, de educação, comunicação permanente com a sociedade para que a gente possa ampliar o isolamento. Tenho notado que muita gente está usando a máscara, que é uma barreira. Se as pessoas também se isolarem e, além disso, se mantiverem distante, isso ajuda a não ter taxa de transmissão elevada. Redução da interação reduz a contaminação. No momento, é isso".


18:29

Lockdown e leitos no Sul do ES

"Não tenho nada contra o lockdown. Damos aqui uma diretriz geral, para passar o 'sarrafo' naquilo que temos controle de UTI. Quem conhece realidade do município é o prefeito, vereadores, padres, pastores, lideranças. Se município achar que deve tomar ação radical, nós vamos apoiar. Só estou recomendando um diálogo amplo com a sociedade para ter apoio. Eu darei todo apoio ao município que achar adequado. No Sul do Estado, a taxa de ocupação nos leitos de UTI é de 71%. Estamos com leitos da Santa Casa, Hospital Infantil, vamos abrir mais leitos lá, temos 20 leitos no Itapemirim".


18:28

Shoppings

"O pessoal do shopping fez excelente trabalho, mas não podemos dar passo maior agora. Não reduzimos isolamento, aumentamos um pouco. Com isolamento mantido, é uma certa segurança. Shopping tem trabalho extraordinário, quero até parabenizar a associação. O passo que poderíamos dar agora, é abertura de segunda a sexta em dias alternados. Mas isso não interessa para a associação. Neste momento não podemos dar tratamento diferenciado porque poderíamos aumentar interação e perder o controle".


18:26

Maio e junho

"Podemos esperar crescimento da doença em maio e junho. Vamos ter continuidade do crescimento, do contágio. A segunda etapa do inquérito sorológico vai definir isso. Isso dar uma noção e, com base desses dados, vamos fazer projeções matemáticas para ter um pouco mais de segurança. Países que tiveram colapso no sistema, como a Espanha, teve 5% da população contagiada. Estou dizendo isso para mostrar como é impactante esse vírus. Como ele desorganiza o sistema de saúde. Chega uma pessoa contagiada em uma unidade de saúde, se ela não estiver preparada, ele desorganiza todo o sistema. Se você chega no hospital do interior sem um leito isolado para acolher essa pessoa com Covid, ele pode criar uma dificuldade para os profissionais de saúde, servidores e outros pacientes. O coronavírus tem que ser tratado de forma diferente das outras doenças. Temos hospitais de referência, mas todos os hospitais do Estado têm que estar preparados para tratar Covid. Precisam ter protocolo para isolar caso doença respiratória esteja com outra enfermidade. Temos duas formas de tratar esse contágio: ou a gente estabelece um modelo de disciplina, e a gente mantenha alguma atividade econômica funcionando, para diminuir índice de transmissão. Ou paramos, literalmente o Estado, por tanto tempo... Para que o índice de transmissão caia. Decretar isolamento social rigoroso, você consegue nas áreas mais nobres, mas não consegue nas áreas mais periféricas. Por isso a doença precisa ser administrada enquanto não tiver remédio, tratamento ou vacina. Nosso maior problema é não ter como assistir às pessoas. Por enquanto conseguimos abrir leitos. Mas se chegar um ponto de faltarem leitos de UTI, vamos ter que paralisar o Estado".


18:19

Hospital de Campanha em Colatina?

"Estamos analisando. Região Noroeste é onde tem mais problema de leito, mas estamos analisando. Nossa equipe esteve em Colatina, está verificando local. Se não tivermos estrutura definitiva — eu prefiro sempre estrutura montada. Mas pode ser que seja alternativa. Não preferimos hospital de campanha, mas não descartamos".


18:16

Pico da pandemia

"Temos a matriz de risco vigente. Preciso compreender que nossa vulnerabilidade é o número de leitos. Mas repito: número de leitos salva vidas mas não salva todas. Isolamento salva todas as vidas. A doença é exponencial. Só teremos o pico se deixarmos tudo descontrolado. O que nós fizemos com a pandemia, de abrir em dias alternados, foi um resultado positivo porque conseguimos manter o isolamento que tínhamos antes disso. Isolamento é responsabilidade individual: não sair sem necessidade. Se sair, usar máscara. Não aglomerar, não interagir. Nós conseguimos sucesso nisso porque conseguimos manter o isolamento social. Mas se não mantivermos isso, não conseguiremos dar passo a frente. E aí precisaremos de mais restrição. Quando for risco extremo: todas as atividades serão fechadas".


18:13

Sistema de saúde pode colapsar

"Se não aumentarmos isolamento, o sistema vai colapsar em algum momento. Estamos a um passo a frente. Pelo número que leitos que estamos abrindo, devemos ter o maior número de leitos per capita no Brasil. Mas vamos chegar em um limite por vários motivos. Podemos abrir hospital de campanha, mas estamos avaliando a todo momento. Sempre que temos estrutura pronta, é melhor. Mas repito: sei que tem grande debate sobre hospital de campanha, estamos analisando em Colatina... Mas isso vai depender da nossa capacidade de ter profissionais. Eu já vi locais que abre hospital de campanha e não tem equipe, não tem equipamento... Hospitais de campanha depende de estrutura. Está no nosso plano, mas, enquanto conseguirmos ocupar estruturas já montadas, é muito melhor para nós".

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