Com um pouco mais de dois anos da inauguração, o Contorno do Mestre Álvaro, na
Serra, está passando por intervenções para reparar problemas estruturais,
como os desníveis citados em reportagem de A Gazeta no último mês. Mas a pista, que é originalmente de concreto, está recebendo pavimentação asfáltica, fato que chamou a atenção de usuários da rodovia por se tratar de um material menos resistente ao tráfego pesado da região.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), porém, afirma que o uso do asfalto no contorno é uma solução provisória e operacional.
"O material asfáltico vem sendo aplicado pontualmente nos trechos onde foram identificadas placas de concreto danificadas, com o objetivo de restabelecer de forma imediata as condições de trafegabilidade e segurança dos usuários, enquanto são conduzidas as intervenções definitivas", explica em nota.
Estudos técnicos realizados, ainda segundo o Dnit, indicaram que as ocorrências verificadas não estão relacionadas ao pavimento em si, mas sim a questões associadas à drenagem do subleito, em função do elevado volume de águas das chuvas e das condições de tráfego da via.
"Nesse contexto, o uso do asfalto atua como solução temporária, permitindo a estabilização do trecho até a conclusão das adequações no sistema de drenagem", reforça.
O Dnit acrescenta que, após a resolução das causas identificadas, o material provisório será removido, e as placas de concreto serão integralmente colocadas pelo consórcio executor, sem qualquer custo adicional à administração pública, conforme previsto no período de garantia contratual da obra.
"A aplicação temporária não altera o padrão definitivo da rodovia, cuja solução estrutural permanece em pavimento rígido (concreto), garantindo a durabilidade e o desempenho esperados para esse tipo de via."
Todas as intervenções são acompanhadas tecnicamente, afirma o Dnit, com fiscalização contínua, adoção de sinalização e foco permanente na segurança viária.