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Publicado em 16 de agosto de 2025 às 20:14
As cinzas do fotógrafo Sebastião Salgado foram depositadas neste sábado (16) nas raízes de uma muda de peroba no Instituto Terra, em Aimorés, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. O gesto atendeu ao desejo do artista, que morreu em maio deste ano, aos 81 anos, em Paris, vítima de leucemia decorrente de complicações de uma malária contraída em 2010. >
A cerimônia reuniu cerca de 480 pessoas, entre familiares, amigos, moradores da região e autoridades. Também estiveram presentes políticos de cidades vizinhas, o ministro das Relações Exteriores, a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), além de artistas e representantes da imprensa de diferentes estados e até do exterior.>
O evento começou às 15h e durou pouco mais de uma hora, encerrando-se por volta das 16h30. Durante a homenagem, a esposa de Sebastião, Lélia Wanick Salgado, destacou o trabalho de quatro décadas do fotógrafo em defesa do meio ambiente e lembrou que, desde a criação do Instituto Terra, em 1998, já foram plantadas mais de 3 milhões de árvores na região.>
Segundo a família, o local escolhido para receber as cinzas — a terra fértil da antiga fazenda dos pais de Salgado — simboliza o compromisso dele com a recuperação ambiental. O projeto de reflorestamento iniciado por Sebastião segue sendo cuidado pelo filho do casal, Juliano.>
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Nascido em Aimorés, Salgado transformou a cidade em referência internacional em preservação ambiental. Para os presentes, a homenagem marcou o retorno simbólico do fotógrafo “à terra que sempre cuidou”. Ele deixa a esposa, dois filhos e dois netos.>
Com informações do repórter Alberto Borém, da TV Gazeta.>
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