O capixaba Rodrigo Gonçalves de Souza é um dos representantes do Brasil em um campeonato mundial de pizza, que acontece na cidade de Parma, na Itália. Natural de Laranjeiras, na Serra, ele tem uma pizzaria no município do Espírito Santo e outra na cidade de Porto, em Portugal.
Em entrevista à jornalista Fernanda Queiroz, da CBN Vitória, Rodrigo contou os bastidores da 29ª edição do Campionato Mondiale della Pizza que vai até esta quinta-feira (7), dia em que o capixaba apresentará sua receita.
Entrevista - Fernanda Queiroz - Rodrigo Gonçalves - 06-04-22.mp3
Neste ano, o campeonato reúne 670 participantes, que concorrem em várias categorias: pizza metro, napolitana, quadrada e, entre outras, a clássica — a que o capixaba concorrerá nesta quinta-feira. Para a competição, Rodrigo está resgatando uma receita que já fez em outro evento em Boston, nos Estados Unidos: pizza de taco, ou taco pizza, como preferiu chamar.
"Vou montar uma pizza com todos os ingredientes de um taco, mas em uma pizza, o que chamamos de taco pizza. A receita é de um taco de carne, mas não vou fazer picante. Vou deixar as pimentas separadas porque não quero que uma pizza picante caia na mão de um juiz que não gosta de pimenta", explica o pizzaiolo em entrevista à CBN.
Segundo Rodrigo, a pizza vai ser feita com a carne temperada, a mistura de queijo branco com queijo cheddar e vai ao forno para ser assada apenas com isso. Quando for retirada do forno, serão acrescentados tomate picado, coentro, cebolinha, cebola e guacamole. A massa da pizza está pronta desde a última terça-feira (5), para descansar por 36 horas.
COMO AS PIZZAS SÃO AVALIADAS
Rodrigo Gonçalves explica que a competição tem sete bancadas com quatro jurados cada uma. Ele contou que quando os participantes terminam a pizza, não sabem para qual mesa vai. A escolha é a da mesa que está desocupada.
"Eu posso pegar, por exemplo, um italiano tradicional como jurado que vai achar ridículo uma pizza mexicana, latina. Mas, por outro lado, posso pegar um jurado mais moderno que gosta de comida mexicana e achar que foi uma ótima ideia. Tem uma sorte aí", destacou.
Segundo o capixaba, os competidores só tem 13 minutos para colocar os ingredientes na mesa, abrir a pizza, montar, assar e limpar a bancada enquanto os juízes avaliam."No ato da inscrição eu já digo qual é o tipo de forno que quero assar a minha pizza e qual é a temperatura do forno para que tudo esteja pronto na hora da prova", afirmou.
HISTÓRIA DE RODRIGO COM A PIZZA
O profissional começou na área com uma pizzaria em 2003 em Laranjeiras, na Serra, e, segundo ele, foi motivado a aprender fazer a massa pela dificuldade de encontrar profissionais que entendem de pizzaria de forno à lenha. "Comecei eu mesmo participar de alguns cursos e me qualificar. No universo da qualificação, fui para o Rio de Janeiro e São Paulo e, em 2009, vim para Roma, na Itália, onde fiz um curso de pizzaiolo na Associação Italiana de Pizzaria", contou.
Rodrigo voltou ao Brasil e, no ano seguinte, em 2010, retornou a Roma para participar de um campeonato mundial de pizzaiolo. Em 2016, foi para os Estados Unidos e trabalhou um tempo em uma pizzaria. Participou de eventos em várias cidades do país e, em 2019, foi para o campeonato mundial de pizzaiolos em Las Vegas, o último antes da pandemia.