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Publicado em 22 de setembro de 2025 às 19:01
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) solicitou à Justiça o arquivamento do inquérito da Polícia Civil instaurado contra o comerciante Eugênio Inácio Martini. A investigação foi aberta pela Promotoria de Justiça Criminal de Vitória após o órgão ministerial ser acionado pelo ex-vereador e advogado André Luiz Moreira (Psol). O procedimento apurava a instalação de mais de 200 câmeras de videomonitoramento no Centro de Vitória. Em março deste ano, Martini havia sido notificado para retirar os equipamentos.>
Na queixa apresentada ao MPES, foi alegada possível utilização indevida das imagens com violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Também foram levantadas suspeitas sobre furto de energia elétrica.>
Em documento enviado à 2ª Vara Criminal de Vitória, o promotor Cleber Afonso Barros da Silveira Filho destacou que não ficou constatado prejuízos à empresa. "A EDP, concessionária de energia, notificou o investigado apenas para a retirada dos equipamentos fixados irregularmente, sem apontar qualquer furto de energia elétrica ou outro dano patrimonial", ponderou.>
Quanto à eventual violação de direitos de imagem e da LGPD, o promotor de Justiça entendeu que o investigado divulgava vídeos pontuais com o suposto intuito de colaborar com a segurança pública, não havendo, até o momento, qualquer registro de reclamação formal, ação judicial ou representação específica por parte de terceiros prejudicados.>
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"Em relação ao suposto furto de energia, os autos não contêm elementos mínimos que demonstrem a materialidade delitiva, uma vez que a concessionária de energia não confirmou a ocorrência de subtração de energia, limitando-se a notificar o investigado para retirada dos equipamentos", manifestou o promotor.>
"No que tange à violação de direitos de imagem e à LGPD, tais condutas, ainda que eventualmente configurem ilícitos cíveis ou administrativos, não transbordam para o plano criminal, não caracterizando tipificação penal específica que justifique a continuidade da investigação criminal. A divulgação de imagens com foco em fatos noticiosos e de interesse público, na forma descrita nos autos, não configura, por si só, conduta criminosa", completou.>
Diante da falta de elementos que justificassem o prosseguimento do inquérito, o MPES pediu o arquivamento do procedimento. A decisão final cabe à Justiça.>
Eugênio Inácio Martini atuava informalmente no monitoramento de vias públicas na região central da Capital há mais de 15 anos. Segundo o empresário em entrevistas pasadas, a maioria dos equipamentos havia sido instalada em parceria com outros comerciantes locais, que forneciam as câmeras e a energia, enquanto ele ficava responsável pela instalação e pelo monitoramento.>
Segundo ele, as câmeras ajudaram a reduzir furtos, identificar criminosos e até encontrar documentos e animais perdidos. >
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