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Câmeras corporais: saiba quando policiais vão gravar imagens em presídios do ES

Câmeras corporais: saiba quando policiais vão gravar imagens em presídios do ES

Segundo o governo, 400 dispositivos já estão ativos em unidades prisionais de Viana, Serra, Guarapari e Cariacica. Expectativa é chegar a 2.800 equipamentos no sistema prisional

João Barbosa

Repórter / [email protected]

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 18:15

Equipamentos estão em fase de testes e terão operação iniciada no Batalhão de Trânsito e na 12ª Cia Independente da PM

Após aproximadamente um mês de testes, agentes da Polícia Penal do Espírito Santo começaram o uso efetivo de câmeras corporais em unidades prisionais do Estado. Ao todo, são 400 equipamentos que, acoplados às fardas, devem funcionar em ações de contenção e intervenção; em escoltas e movimentações internas e externas de custodiados e no atendimento a ocorrências e eventos críticos.

Além disso, segundo portaria publicada pela Secretaria da Justiça (Sejus) em 26 de agosto, as câmeras devem ser utilizadas em patrulhamentos e fiscalizações, em procedimentos de revista pessoal, em ambientes de visita familiar e durante o banho de sol dos detentos.

A expectativa, segundo a Sejus, é que o número de equipamentos seja ampliado em breve e que eles sejam utilizados em todas as unidades prisionais do Espírito Santo.

Polícia Penal já conta com 400 câmeras nas fardas dos agentes das unidades prisionais no Espírito Santo
Polícia Penal conta com 400 câmeras nas fardas dos agentes das unidades prisionais no Espírito Santo Crédito: Divulgação/Sejus

“Elas ajudam a registrar de forma objetiva o que ocorre dentro dos estabelecimentos prisionais. As câmeras são aliadas do policial penal, pois auxiliam na proteção de suas atividades, já que reduzem controvérsias sobre condutas. Ao mesmo tempo, o recurso contribui também para a redução de denúncias e reclamações sobre eventuais excessos cometidos”, ressalta i secretário de Justiça, Rafael Pacheco.

Como funcionam as câmeras?

  • Os dispositivos têm capacidade para gravação de áudio e de vídeo em alta definição, com resolução mínima de 1080p. Também têm autonomia para gravação contínua de 14 horas; bateria e memória não removível e ainda permitem a transmissão ao vivo de ocorrências em andamento.

  • O sistema de funcionamento das câmeras é acionado quando o policial, por meio de identificação funcional, o retira da base de carregamento. A partir daí, o equipamento passa a ser vinculado individualmente ao policial responsável.

  • As imagens gravadas, por sua vez, são armazenadas automaticamente e não são acessíveis aos policiais que acionam as câmeras. Tudo o que for gravado fica sob gestão da Subsecretaria de Estado de Inteligência Penitenciária.

“O sistema permite maior eficiência operacional, uma vez que aumenta a capacidade de resposta do sistema em situações críticas como motins, fugas e escoltas, além de facilitar o gerenciamento de crises, vistorias, revistas e rotinas carcerárias”, divulga a Sejus.

E onde estão funcionando?

Agentes já estão utilizando as câmeras nas unidades prisionais capixabas
Agentes já estão utilizando as câmeras nas unidades prisionais capixabas Crédito: Divulgação/Sejus

No início de agosto, Rafael Pacheco, secretário de Justiça do Espírito Santo, adiantou para A Gazeta que os equipamentos, ainda na fase de testes, seriam utilizados no Complexo Penitenciário de Viana, no Centro de Detenção Provisória da Serra, nas unidades especializadas da Polícia Penal e na Divisão de Operações Táticas. Agora, com o uso efetivo, além destes pontos, o funcionamento também foi iniciado no Centro de Detenção Provisória de Guarapari, no Centro Prisional Feminino de Cariacica e na Divisão de Escolta e Recaptura Policial da Polícia Penal.

Na manhã desta sexta-feira (29), o governador Renato Casagrande (PSB) projetou alcançar 2.800 equipamentos no sistema prisional e anunciou ainda a implantação da Sala de Situação, ambiente que permite a visualização em tempo real das atividades nas unidades prisionais capixabas.

“Os equipamentos são importantes para proteção da ação dos policiais, bem como para os custodiados e para o auxílio à Justiça. As câmeras têm imagem e áudio e estamos usando a radiocomunicação da Central com cada policial nas nossas unidades”, diz o chefe do Executivo estadual.

A Sala de Situação conta com monitores e sistemas inteligentes para supervisão em tempo real e planejamento das rotinas prisionais.

Equipamentos vão acompanhar em tempo real o funcionamento das câmeras nas unidades prisionais do ES
Equipamentos vão acompanhar em tempo real o funcionamento das câmeras nas unidades prisionais do ES Crédito: Divulgação/Sejus

“Entre as atividades, está o videomonitoramento perimetral instalado em diversas unidades, que conta com inteligência analítica para detecção de eventos suspeitos; sistema de monitoramento de radiocomunicação operacional da Polícia Penal; painel de acompanhamento de escoltas e deslocamento de viaturas via GPS”, divulga a Sejus.

Além disso, a Sala de Situação permite, ainda, controle de fluxo de entrada e saída de visitantes; agendamentos e execuções de teleaudiências e a indicação de tópicos estratégicos sobre o sistema prisional do Estado.

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