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Atacado por cães, cachorro-do-mato recebe tratamento e volta a parque no ES

Depois de receber os cuidados, ele foi solto no Parque Paulo Cesar Vinha , em Guarapari, no mesmo local onde havia sido encontrado

Cachorro do mato no Parque Paulo Cesar Vinha
Cachorro do mato retornou ao Parque Paulo Cesar Vinha após tratamento médico. Crédito: Renata Hurtado/Governo do Espírito Santo

Um cachorro-do-mato teve uma nova chance na natureza após passar por tratamento médico. O animal havia sido atacado por cães domésticos. Depois de receber os cuidados, ele foi solto no Parque Estadual Paulo Cesar Vinha (PEPCV), em Guarapari, no mesmo local onde havia sido encontrado.

O cachorro-do-mato ficou por 50 dias em tratamento e reabilitação no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). De acordo com Renata Hurtado, médica-veterinária do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), instituição que operacionaliza o Cetras do Iema, o animal chegou em más condições de saúde. "O animal chegou caquético, muito desidratado e debilitado, além de ter extensas feridas da escápula até a ponta do membro e miíase, a popular bicheira. Ele recebeu tratamento, suporte, dieta adequada para ganho de peso e fez tratamento com laserterapia até cicatrização das lesões”.

Ainda segundo Renata, o cachorro-do-mato realizou uma série de exames para melhor definição do tratamento a ser realizado, a fim que o ele pudesse voltar em boas condições à natureza. “Além da laserterapia, fez fez exames radiográficos, de ultrassom e hematológicos para definirmos o melhor tratamento. Quando todos os parâmetros se deram dentro da normalidade, comportamento normal, peso adequado e feridas totalmente cicatrizadas, ele foi solto”.

Cachorro do mato
Cachorro do mato retornou ao seu habitat natural. Crédito: Divulgação/Governo do Espírito Santo

A gestora do PEPCV, Joseany Trabarch, comentou ser comum a presença cachorros do mato no local. “Aqui no PEPCV é muito comum ter cachorros do mato. Encontramos ele ferido e acuado perto da sede do Parque. Após a reabilitação, ele teve a oportunidade de voltar ao seu habitat natural”.

O ocorrido serve de alerta para que os donos de animais domésticos, principalmente cães que vivem ao redor do Parque, mantenham os animais presos, a fim de evitar que entrem na área da Unidade de Conservação - a presença desses bichos no local pode gerar novos ataques e ainda ocasionar a propagação de doenças.

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