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Desdobramento

Após explosão, Crea-ES pede 'interdição imediata' de empresa e entorno

Conselho diz que pode "haver potencial presença de resíduos químicos no ar e no solo" e classificou como 'grave' a explosão que matou um jovem e deixou outro ferido nesta quarta-feira (21)

Publicado em 21 de Maio de 2025 às 19:02

Wilson Rodrigues

Publicado em 

21 mai 2025 às 19:02
Crea pede 'interdição total e imediata' de empresa que explodiu em São Mateus
Imagem aérea mostra que galpão de empresa foi completamente destruído com explosão Crédito: Raphael Verly
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) solicitou a interdição "imediata e total" da área e entorno de indústria termoquímica Voi Termoquímica – de sólido inflamável – onde ocorreu uma explosão nesta quarta-feira (21), na comunidade de Paulista, na zona rural de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Lorran Marques da Conceição, de 19 anos, funcionário da empresa, morreu no local. Outro trabalhador, Kauã Felix Rocha, da mesma idade, sofreu queimaduras e foi levado em um helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (Notaer) para o Hospital Estadual Jayme Santos Neves, na Serra.
Segundo o Crea-ES, um ofício com o pedido foi encaminhado durante a tarde ao Corpo de Bombeiros, à Defesa Civil e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Mateus, recomendando uma interdição cautelar. Uma vistoria do conselho será realizada nesta quinta-feira (22) no local da tragédia.
"Diante da gravidade dos fatos e da necessidade premente de resguardar a segurança pública e permitir uma apuração técnica rigorosa das causas do acidente, o Crea-ES deslocará uma equipe multidisciplinar de Vitória, composta por Engenheiros Químicos, Engenheiros de Minas, Engenheiros de Segurança do Trabalho e outros especialistas para realizar uma vistoria fiscal, técnica e pericial nas instalações da referida fábrica e em seu entorno imediato", comunicou. 
"É importante frisar que, por ainda haver potencial presença de resíduos químicos no ar e no solo, nossas análises não se limitarão à parte interna da fábrica, mas atingirão todo o entorno. Nosso objetivo é verificar se houve contaminações e se a região está segura. E isso demanda estudos técnicos específicos", disse o engenheiro Jorge Silva, presidente do Crea-ES.

Cronologia

  • Pouco antes de 11h começaram a circular nas redes sociais imagens de uma nuvem de fumaça, estilhaços de vidros de casas, e cenário de "terra arrasada" no local onde funcionava a empresa. 
  • O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado pouco depois de 10h, e mencionou que a explosão teria ocorrido em uma "fábrica de explosivos", em Paulista, São Mateus.  
  • Depois, a corporação se corrigiu. Disse que "na análise inicial da cena, considerou-se a hipótese de o local funcionar como fábrica de fertilizantes, o que depois foi descartado. Trata-se de uma empresa especializada na fabricação de produto inflamável utilizado pela indústria de mineração para o rompimento de rochas." 
  • Conforme o Corpo de Bombeiros, "a empresa é legalizada e registrada junto aos órgãos de fiscalização competentes. O sinistro destruiu completamente o galpão e tudo que havia em seu interior". 
  • Familiares confirmaram a morte do jovem Lorran Marques da Conceição, de 19 anos. Disseram que ele estava trabalhando no local havia pouco tempo. Kauã Felix Rocha, da mesma idade, foi socorrido com queimaduras, e encaminhado por um helicóptero do Notaer ao Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra. 
  • Uma prima de Lorran disse que o jovem estaria manuseando explosivo quando ocorreu o acidente. "A explosão foi muito forte, ele estava manuseando. Todo mundo foi atrás para ver o que tinha acontecido. Uma vítima foi para o Jayme, e ele (Lorran) foi o que morreu. Só tinha os dois naquele momento. Estamos aguardando a perícia para fazer o recolhimento. Reconhecemos as vestimentas e os calçados que ele usava. A minha mãe foi lá, familiares reconheceram ele", disse Helen Kerlle Marques da Silva, 36 anos
  • Moradores da região relataram um barulho bem alto de explosão, que causou um tremor. Há registros de residências com vidros quebrados. Helen disse que a família de Lorran mora perto da fábrica e sentiu o impacto do acidente. "Vimos tudo. Muita gente foi lá logo após a explosão. Muitas casas tiveram os vidros estilhaçados", contou à reportagem.
  • A Polícia Científica (PCIES) informou que a perícia foi acionada às 12h20, e que o corpo de Lorran foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal (SML) em Linhares.
  • Camilo Hemerly, um dos sócios da Voi Termoquímica – razão social Verde-Oliva Indústria Termoquímica Limitada (LTDA) – de sólido inflamável que explodiu nesta quarta-feira (21), conversou com a repórter da TV Gazeta, Viviane Maciel, e deu sua versão dos fatos, mencionando "falha humana" como possível causa da explosão.
  • Camilo minimizou a explosão, chamando-a de um "acidente". Segundo ele, "não se tratou de uma explosão e sim de um rompimento de gás devido a estímulo mecânico", provavelmente, segundo o representante legal da empresa, causado por falha humana.
  • Disse que, no momento do acidente, apenas dois funcionários estavam na fábrica: um morreu e o outro foi socorrido com vida. Acrescentou que os dois "têm seguro de vida fornecido pela empresa, que também já presta todo apoio aos familiares".
  • Segundo o representante da empresa, "a fábrica é 100% regulamentada e o galpão, onde o acidente aconteceu, foi construído seguindo recomendações do Exército Brasileiro", e que o local da explosão "trata-se de uma nova unidade, inaugurada há pouco mais de um ano".

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