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Publicado em 5 de setembro de 2025 às 16:55
“Já imaginou andar pela sala de aula sem precisar voltar ao computador para passar os slides, podendo controlar tudo a distância? Já pensou interagir com o computador apenas com gestos?” A provocação, feita em tom de brincadeira durante uma aula, foi o ponto de partida para um projeto inovador criado por estudantes de Sistemas de Informação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).>
A ideia surgiu quando o professor imaginou como seria prático controlar slides e escrever na tela apenas com gestos. O desafio foi levado a sério pelos estudantes Matheus Silva Caldas, Israel Magalhães do Carmo, Thiago Borges Pereira e Carlos Eduardo da Silva Barbosa, que decidiram transformar a hipótese em pesquisa aplicada, com a orientação dos professores Francisco De Assis Boldt e Thiago Meireles Paixão.>
O grupo utilizou redes neurais — modelo da inteligência artificial — e câmeras comuns, dispensando sensores de alto custo, para desenvolver um sistema capaz de reconhecer movimentos e transformá-los em comandos no computador. O projeto, iniciado em 2022, foi viabilizado com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), após um ano de estudos e aprovação em edital. >
Idealizado ainda no primeiro período da graduação, o trabalho serviu como aprendizado e abriu caminhos para os jovens pesquisadores. “Foi um projeto que começou justamente por alunos. Nós quatro conseguimos ver o crescimento que tivemos até chegar a esse ponto de ganhar o prêmio”, destaca Thiago Borges.>
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Embora ainda não tenha sido lançada como produto, a tecnologia já foi testada em sala de aula pelo professor orientador e mostrou potencial de aplicação em diferentes áreas. Além de facilitar a rotina docente, a ferramenta pode ampliar a acessibilidade para pessoas com limitações motoras, já que os algoritmos suavizam tremores e tornam a escrita mais legível.>
Segundo os estudantes, essa possibilidade de aplicação prática foi determinante para a premiação. “Esperávamos uma exposição desde o início, porque é o fim do ciclo da pesquisa. Foi muito massa, mas o prêmio a gente realmente não fazia ideia que ia ganhar”, brinca Israel.>
Cada integrante desenvolveu uma aplicação específica, como um jogo educativo de matemática, em que crianças desenham números no ar e recebem o reconhecimento imediato da plataforma.>
Para o grupo, a experiência transformou o início da faculdade em uma oportunidade de definir trajetórias profissionais. “Entrei na faculdade sem saber nada de programação e hoje sei em qual área quero atuar. Foi amor à primeira vista pela inteligência artificial e continuo pesquisando sobre isso”, relata Matheus.>
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