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Acusado de matar jovem a tiros em Vitória é condenado a 27 anos de prisão

Acusado de matar jovem a tiros em Vitória é condenado a 27 anos de prisão

Walace Luiz dos Santos era réu no assassinato de Felypy Antônio Chaves, conhecido como “Cambalaxo”, morto em 2022; três policiais também serão julgados pelo homicídio

Bruno Nézio

Reporter / [email protected]

Publicado em 26 de maio de 2025 às 22:35

Câmera de videomonitoramento mostra momento em que policiais militares e outros dois homens fecham rua em Itararé e, supostamente, participam de assassinato em quadra do bairro.

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, obteve a condenação de Walace Luiz dos Santos Souza a 27 anos de prisão pelo assassinato de Felypy Antônio Chaves, conhecido como “Cambalaxo”, morto a tiros em 2022, no bairro Itararé, na capital capixaba. A sentença foi proferida na tarde desta segunda-feira (26), após julgamento no Tribunal do Júri no Fórum Criminal de Vitória.

A pena foi dividida entre 24 anos pelo homicídio qualificado e 3 anos por porte ilegal de arma de fogo, ambos crimes cometidos na mesma ocasião. Walace, que já se encontrava preso preventivamente, cumprirá a pena em regime inicial fechado.

Crime premeditado

Segundo a denúncia do MPES, o homicídio ocorreu na noite de 21 de fevereiro de 2022, ao lado da arquibancada do campo de futebol do bairro Itararé. Felypy foi executado com pelo menos 15 disparos de arma de fogo.

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A investigação apontou que o ataque foi planejado e envolveu seis pessoas, incluindo policiais militares — o réu condenado não era um dos agentes. Walace pilotava uma motocicleta, levando como garupa Glaydson Alvarenga Soares. Já em um carro com a placa adulterada, estavam os cabos Ronniery Vieira Peruggia, José Moreno Valle da Silva, Welquerson Cunha de Moraes, além de um quarto ocupante ainda não identificado.

Imagens de videomonitoramento obtidas durante a investigação mostram os quatro homens saindo do carro e se dirigindo ao local do crime. A mesma câmera registra os disparos e a fuga em seguida. A apuração da polícia revelou ainda que o cabo José Moreno usava um colete balístico da Polícia Militar escondido sob a camisa, evidenciando o grau de premeditação do crime.

A reportagem tenta localizar a defesa de Walace Luiz dos Santos Souza e o espaço segue aberto para um posicionamento.

Acusações e desdobramentos

  • Além de Walace, condenado, o MPES denunciou outros quatro envolvidos:
  • Cabo Ronniery Vieira Peruggia - por homicídio, com perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.  E ainda por adulteração de sinal identificador de veículo automotor e fraude processual. Permanece preso.
  • Cabo José Moreno Valle da Silva, conhecido como Moreno - por homicídio, com perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Permanece preso.
  • Cabo Welquerson Cunha de Moraes, conhecido como Moraes - por homicídio, com perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. E ainda por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Poderá recorrer em liberdade em decorrência de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
  • Glaydson Alvarenga Soares, conhecido como Pajé - por homicídio, com perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. E ainda por posse ilegal de arma de fogo. Permanece preso.

Uma sexta pessoa, o cabo Josemar Fonseca Lima, chegou a ser investigado por suposta participação na organização criminosa, mas teve o processo arquivado, com determinação de retorno ao cargo de policial militar.

Julgamentos pendentes

Com a primeira condenação efetivada, o MPES aguarda agora a data do julgamento de Glaydson Alvarenga Soares, que deve acontecer em breve. Para os demais acusados, ainda não há previsão de julgamento.

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