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Acidente em Vila Velha: jovem é operado e não sabe que namorada morreu

Os dois seguiam de moto no último sábado (17) para o bairro Divino Espírito Santo, onde moravam, quando ocorreu o acidente; Matheus passou por cirurgia no ombro e estado de saúde é estável

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 22/04/2021 às 17h21
Amanda Marques e o namorado Matheus José. A moto em que eles estavam foi atingida por um Toyota Corolla na Darly Santos, em Vila Velha. Amanda morreu na hora
Amanda Marques e o namorado Matheus José. A moto em que eles estavam foi atingida por um Tou. Crédito: Instagram

Em recuperação do grave acidente ocorrido no último sábado (17) na rodovia Darly Santos, em Vila Velha, Matheus José Silva, de 23 anos, passou por uma cirurgia no ombro nesta quarta-feira (21). Até o momento, no entanto, não sabe da morte da companheira, Amanda Marques, de 20 anos. Os dois seguiam de moto para o bairro Divino Espírito Santo, onde moravam, quando ocorreu o acidente.

Moto Honda XRE envolvida no acidente que matou Amanda Marques na Rodovia Darly Santos, em Vila Velha
Moto Honda XRE envolvida no acidente que matou Amanda Marques na Rodovia Darly Santos, em Vila Velha. Crédito: Reprodução

O jovem possui um coágulo cerebral em decorrência do acidente. De acordo com o tio de Matheus, Antônio Victor da Silva, o estado de saúde do sobrinho é estável e por enquanto uma cirurgia na cabeça está descartada, já que o coágulo apresentou redução.

"Ele fez uma cirurgia no ombro no final do dia de ontem (21) e se recupera bem. Foi constatada também uma pequena lesão em uma das vértebras da coluna e a princípio não acreditamos que não será necessário operar, mas ainda serão feitos mais exames", disse Silva.

Questionada, Renata Aparecida Marques, mãe de Amanda, informou que o rapaz passou a se expressar desde a saída do centro cirúrgico, nesta quarta-feira (21). "Agora ele começou a se comunicar, mas ainda está meio perdido. Ele não sabe o que ocorreu, está achando que a minha filha está comigo. Ele perguntou por ela assim que saiu do centro cirúrgico. Ele chegou a me ver junto ao meu marido dando entrevista para a TV, apareceu também a foto da Amanda, então chegou a questionar a mãe dele, pedindo que ela não mentisse. Mas ainda não é o momento para contar (sobre a morte), até porque ele não pode se movimentar muito, por causa da coluna", afirmou.

Amanda Marques e o namorado Matheus José. A moto em que eles estavam foi atingida por um Toyota Corolla na Darly Santos, em Vila Velha. Amanda morreu na hora
Amanda Marques e o namorado Matheus José. A moto em que eles estavam foi atingida por um Toyota Corolla. Crédito: Instagram

Segundo Renata, Matheus ainda não precisará de cirurgia na coluna, mas os médicos informaram que ele precisará usar colete. "Ele teve uma lesão na coluna e vai precisar usar um colete por um bom tempo. Já a cirurgia na cabeça por enquanto não vai precisar. Ele está sendo medicado neste sentido", concluiu.

RELEMBRE O CASO

Matheus pilotava a moto modelo Honda XRE 300, com Amanda na garupa, no momento em que o veículo Corolla, que seguia no mesmo sentido na Rodovia Darly Santos, em Vila Velha, atingiu a traseira da motocicleta, no último sábado (17), segundo a Polícia Militar.

Amanda morreu no local do acidente. O rapaz foi levado por uma ambulância para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória, onde ainda está internado. O casal havia saído da casa de Renata, no bairro Jockey, e seguia para o bairro Divino Espírito Santo.

O motorista do Corolla, Wagner Nunes de Paulo, de 28 anos, se recusou a fazer o teste de etilômetro no local do acidente e foi levado para a Delegacia Regional de Vila Velha. Testemunhas afirmaram que ele apresentava sinais de embriaguez.

A Polícia Civil informou, por nota, que o condutor, de 28 anos, foi autuado em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, previsto no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro. Ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana no início da manhã de domingo (18).

O QUE DIZ A DEFESA DE WAGNER

À reportagem de A Gazeta, o advogado responsável pela defesa do motorista, Ramon Coelho Almeida, descreveu o ocorrido como uma fatalidade. “Foi literalmente um acidente. É uma pessoa que nunca sofreu nenhum acidente e vamos provar que foi mesmo uma fatalidade. Vamos lutar pela liberdade dele", afirmou.

Questionado sobre o motivo pelo qual o motorista se recusou a fazer o teste do etilômetro, o advogado afirmou que Wagner agiu sem pensar, diante da perplexidade em relação ao ocorrido.

“Ele contou que não parou para pensar nas consequências de negar o exame, que simplesmente estava sem reação. Mas não foi oportunizado que ele fizesse o teste de sangue ou qualquer outro tipo posteriormente. Ninguém solicitou e ele estava sem advogado, sem orientação na hora. Não foi solicitado nem na delegacia, nem no DML. Se tivessem solicitado, ele teria feito”, finalizou.

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