Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Moradia

A cada 5 famílias, uma vive em imóvel precário ou sofre para pagar aluguel no ES

Dados do Instituto Jones alertam sobre as más condições ou falta de moradia no Estado, com levantamento de déficit habitacional realizado a partir dos registros do CadÚnico

Publicado em 18 de Agosto de 2026 às 16:32

Maurílio Mendonça

Publicado em 

18 ago 2026 às 16:32

O Espírito Santo tem 137.612 famílias em déficit habitacional. Isso significa que, a cada cinco famílias, uma vive em habitação com condições precárias ou com pelo menos 30% da renda familiar impactada pelo aluguel.


Por sinal, o aluguel é o principal motivo para a família estar em déficit habitacional. Dados levantados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), a partir de informações do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), mostram que essa é a situação de 127.783 famílias.

“Elas são inseridas no déficit habitacional porque o valor do aluguel impacta diretamente o orçamento dessas famílias e as condições de habitação”, explica o diretor-geral do IJSN, Antônio Ricardo Freislebem da Rocha.


Os dados do CadÚnico são de famílias pobres ou extremamente pobres, com renda de meio salário mínimo (R$ 810,50) por pessoa ou de até três salários mínimos (R$ 4.863) por família, exatamente o público das faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida.

Habitação de risco

Outras 6.400 famílias vivem em habitações precárias, a exemplo de residências sem paredes de alvenaria ou madeira, ou com telhado vulnerável e em condições de insalubridade, gerando desconforto e trazendo risco para a saúde. 


A precariedade também se caracteriza por domicílios improvisados, a exemplo de imóveis comerciais que servem como moradia alternativa, incluindo áreas embaixo de pontes e viadutos, barcos e cavernas, entre outros.


O adensamento excessivo é outra precariedade considerada no levantamento feito pelo IJSN, incluindo famílias com três ou mais moradores por dormitório, assim como os espaços de coabitação familiar, quando mais de uma família vive em um mesmo ambiente. 

Veja Também 

Prédio do antigo IAPI, vizinho ao Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. Ele vai ser restaurado para moradia popular.

Projeto para antigo IAPI virar moradia popular é retomado em Vitória

Edifício Jerônimo Monteiro em 2017, 2022 e 2024.

Antigo prédio da Caixa no Centro de Vitória vai virar moradia popular com 44 apartamentos

Imagem de destaque

Problema de moradia no ES vai muito além de quem vive na rua

“Esses números servem, exatamente, para ajudar os gestores municipais com o panorama das condições de suas cidades. Nossos objetivos são no âmbito da habitação para famílias de baixa renda, com execução de políticas públicas voltadas à provisão e recuperação de moradias, em especial para elaboração de planos municipais de Habitação de Interesse Social”, enfatiza Rocha.


As orientações municipais, segundo o diretor-geral do IJSN, também podem vir com formações e treinamentos para a equipe técnica. Em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), por exemplo, o instituto capacitou servidores de Piúma e Aracruz. Também se reuniu com a Prefeitura de Anchieta para ajudá-la a estabelecer políticas públicas habitacionais.

Metodologia

“Nosso estudo é feito de forma bianual, com dados publicados e divulgados para todos os 78 municípios capixabas. A intenção é auxiliar os gestores a estabelecerem ações e programas que contribuam para monitorar e reduzir o déficit habitacional em seus territórios”, afirma o diretor-geral do IJSN.


O levantamento é realizado pelo instituto desde 2015. Nessa série histórica, é visível o crescimento no número de famílias cadastradas no CadÚnico, assim como o percentual dessas famílias em déficit habitacional.

85%

De aumento no número de famílias em déficit habitacional no ES, em 10 anos.

Os primeiros dados, publicados em 2016, apontaram 74.170 unidades familiares nessas condições, o correspondente a 19,75% do total das famílias no CadÚnico. Os números mais recentes, computados em janeiro de 2026, mostram o crescimento para 137.612 famílias com más condições habitacionais, atingindo 20,68% do total registrado no CadÚnico.


O que aumentou, em 10 anos, foi exatamente o registro de famílias tanto no Cadastro Único quanto no déficit habitacional. Entre 2016 e 2026, houve um acréscimo de mais de 63 mil famílias. Um salto considerável: acima de 85%.

Leia mais 

Inadimplência do aluguel sobe 3,22% em maio; veja quem mais atrasa

Por que o índice de aluguel não é uma mera formalidade

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Acidente aconteceu na tarde deste sábado (12), no Centro da cidade
Ônibus escolar perde freio e se envolve em acidente em Alegre
Imagem de destaque
Corrida interdita ruas de Vila Velha neste domingo (13); veja bloqueios
Geovane Laporte, que morreu em acidente de trânsito em Aracruz
Morto em acidente em Aracruz era engenheiro e inspetor do Crea-ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados