O Edifício Jerônimo Monteiro, localizado na avenida de mesmo nome no Centro de Vitória, e que por muitos anos abrigou uma agência da Caixa Econômica Federal, vai virar um prédio de apartamentos voltado para famílias de baixa renda. O lançamento do edital para contratação de empresa responsável pela elaboração do projeto e execução das obras de requalificação do imóvel foi lançado na terça-feira (19), na Prefeitura de Vitória.
O empreendimento será viabilizado por meio do programa Minha Casa, Minha Vida - Faixa Urbano 1, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
"O projeto de requalificação do Edifício Jerônimo Monteiro é um sonho construído desde 2023 e que ganhou força a partir de 2025, com o apoio da gestão municipal e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). A iniciativa vai devolver a função social a um patrimônio público histórico, transformando um imóvel hoje degradado em unidades habitacionais para famílias de baixa renda. Além de contribuir para a redução do déficit habitacional, o projeto impulsiona a revitalização do Centro de Vitória, promovendo mais segurança, mobilidade e desenvolvimento urbano.", disse, durante o lançamento, Tiago Benezoli, subsecretário de Habitação de Vitória.
44 apartamentos
O projeto prevê a implantação de 44 unidades habitacionais, com apartamentos de dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, com áreas entre 58 m² e 62 m². Também estão previstas adequações completas das instalações prediais, além de soluções voltadas à acessibilidade, segurança, conforto e qualidade de vida dos futuros moradores.
Prédio chegou a ser cedido para o TJES
O Edifício Jerônimo Monteiro, localizado próximo à Praça Oito, foi cedido em 2017 pela União ao Poder Judiciário Estadual. A expectativa era reformar o imóvel para receber unidades do-Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), o que não ocorreu.
Em janeiro de 2022, o local foi alvo de furtos e arrombamentos, tendo sido levado do local materiais como esquadrias e outras partes de alumínio da fachada.
Em fevereiro de 2024, a marquise do prédio desabou. Um vigilante estava dentro do imóvel no momento do desabamento. Ele conseguiu sair sem ferimentos e acionou a Defesa Civil.