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Publicado em 31 de outubro de 2025 às 14:41
Ver a Mata Atlântica ser destruída ao longo dos anos foi o que motivou um empresário de Sooretama, no Norte do Espírito Santo, a criar um projeto que percorre remanescentes florestais para coletar e armazenar sementes para, então, disponibilizá-las para instituições que fazem o reflorestamento em áreas degradadas. Essa iniciativa foi uma das premiadas na 5ª edição do Prêmio Biguá Norte 2025, realizada pela Rede Gazeta, que reconhece projetos exemplares de preservação e desenvolvimento sustentável.>
Com o tema “Horizontes mais verdes”, a cerimônia do Prêmio Biguá foi realizada na noite desta quinta-feira (30), em Linhares. Ao todo, mais de 50 projetos foram inscritos na Região Norte neste ano e, após avaliação da comissão técnica, a premiação destacou as melhores ideias em cinco categorias: Empresa, Escolas, Poder Público, Produtor Rural e Sociedade Civil.>
Maria Helena Vargas
Diretora regional da Rede GazetaCom a coleta de sementes suficientes para produzir mais de 4 milhões de mudas nativas no primeiro semestre deste ano, a iniciativa do empresário Jhonatan dos Santos tem contribuído para a recuperação de áreas degradadas. >
Este projeto surgiu com o incômodo de Jhonatan por ver a degradação da Mata Atlântica, e buscou uma forma de ajudar em sua restauração. No dia a dia, os participantes da ação percorrem remanescentes florestais do Norte do Estado para fazer a coleta e armazenar as sementes, mantendo a rastreabilidade da origem e a qualidade. Essas sementes são disponibilizadas para instituições que fazem trabalhos de reflorestamento. >
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Nesta quinta-feira (30), o projeto “Raízes do futuro - conservação da Mata Atlântica” ficou em primeiro lugar na categoria Empresa do Prêmio Biguá.
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Jhonatan dos Santos
EmpresárioCom o objetivo de valorizar os processos que envolvem a cadeia alimentar, do início da produção ao consumo, a Escola Família Agrícola de Jaguaré oferece a seus alunos o aprendizado prático em diversas áreas ligadas à sustentabilidade.>
Entre essas ações, os alunos têm a oportunidade de produzir hortaliças orgânicas e realizar o aproveitamento da água do poço artesiano que a escola possui, sendo conscientizados sobre o seu uso. Além disso, eles aprendem sobre a destinação correta do lixo e produzem até sabão com o óleo de cozinha que seria descartado.>
O projeto “Da produção à refeição: nada se perde, tudo se transforma” ficou em primeiro lugar da categoria Escola do Prêmio Biguá. >
Eric de Oliveira
Diretor da escolaNa categoria Poder Público, o primeiro colocado foi o projeto “Manutenção do estoque natural: experiências compartilhadas com a comunidade extrativista”, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A iniciativa visa à restauração comunitária e participativa dos manguezais mortos, localizados na bacia dos rios Piraquê-Açu e Piraquê-Mirim, em Aracruz, e conta com a participação de pesquisadores e da comunidade tradicional.>
Em seis meses de plantio, já foram recuperados 12 hectares de manguezal e 20 hectares seguem em monitoramento. Além do plantio, o projeto desenvolve pesquisas para entender o que levou a morte de cerca de 600 hectares de manguezal. Com a melhora da qualidade do ambiente, já foi observado até o ingresso de espécies de caranguejo. >
Maykol Hoffmann
PesquisadorCom o objetivo de conscientizar as pessoas, principalmente crianças e jovens sobre a importância econômica, cultural e ambiental do cultivo do cacau, o produtor rural Emir Macedo Gomes, de Linhares, abriu sua propriedade para receber visitantes e apresentar sua produção. Neste ano, ele ampliou seu viveiro, que já possui capacidade de produzir mais de 200 mil mudas por ano.>
Por meio de atividades pedagógicas e lúdicas, a fazenda oferece uma experiência educacional prática que engloba desde o cultivo até o processamento do cacau. O local recebe cerca de 600 visitantes por ano e até alunos de outros Estados. O “Projeto histórico cultural do cacau” ficou em primeiro lugar na categoria Produtor Rural do Prêmio Biguá. >
Emir Macedo Gomes
Produtor ruralCom o propósito de ampliar a conscientização ambiental das crianças e da população, a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis do Município de Mucurici (ASMUC) buscou uma forma diferente de incentivar as pessoas a descartarem o lixo corretamente. Então, criaram uma música que pudesse ser lembrada pelas pessoas e, com ela, um personagem conhecido como “Sapo Zé”. Quando a música dele passa tocando pelas ruas da cidade, os moradores já sabem que precisam colocar o lixo para fora separado corretamente, com a divisão entre resíduos úmidos e recicláveis.>
Além disso, o personagem visita as escolas, ensinando de maneira lúdica as crianças e a comunidade escolar sobre como realizar o descarte adequado dos resíduos. O projeto “Sapo Zé = educação ambiental” ficou na primeira colocação da categoria Sociedade Civil do Prêmio Biguá. >
Mirani dos Santos
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