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Publicado em 10 de junho de 2025 às 15:25
Mesmo após ser descartado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o caso suspeito de gripe aviária em uma ave doméstica em Alegre, no Sul do Espírito Santo, vai manter as ações de vigilância reforçadas no Estado.>
O primeiro registro da doença foi identificado no Estado em 2023, no litoral de Marataízes. Desde então, 36 focos foram observados em cidades capixabas. No caso mais recente, de Alegre, a investigação feita pelo Ministério da Agricultura foi sobre uma galinha doméstica, ou seja, um animal sem relação com granjas comerciais.>
➥ O que é gripe aviária?
Segundo Ministério da Saúde, a influenza (gripe) aviária é uma doença infecciosa que pode infectar aves e mamíferos, incluindo humanos. Sempre que os vírus da influenza aviária circulam entre aves, existe o risco de ocorrência esporádica de casos humanos pela exposição a aves infectadas ou ambientes contaminados.
“Assim, o controle da doença em animais é uma medida essencial para reduzir o risco ao ser humano e ao ambiente, sendo fundamental que as vigilâncias animal e humana atuem em constante comunicação, trabalhando de forma coordenada e se fortalecendo mutuamente. Até o momento, dentro do que foi observado no mundo, o vírus da influenza aviária não infecta humanos com facilidade e, quando ocorre, geralmente a transmissão de pessoa a pessoa não é sustentada”, informa o ministério.
A propriedade onde a galinha foi identificada no Sul do Espírito Santo foi interditada preventivamente, com impedimento de entrada e saída de outros animais até o resultado conclusivo das análises. Essa é uma das ações feitas para a contenção dos riscos da doença no Estado, por meio de esforços de órgãos como a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).>
Para mitigação, ações de vigilância são realizadas de maneira constante pelas pastas estaduais por meio do Comitê Gestor de Enfrentamento à Influenza Aviária, com orientações ao setor produtivo, e seguem protocolos definidos em âmbito federal. >
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No caso de animais criados em quintais e propriedades que não são comerciais, os proprietários são orientados a manter as aves sob suspeita presas, sem contato com animais silvestres e outras aves. Já em granjas comerciais, as medidas de biosseguridade devem ser intensificadas.>
“[Deve-se] proibir qualquer tipo de visita às unidades de produção, conferir cercamento de núcleo e telamento de galpão, manter o portão de acesso da propriedade fechado, viabilizar a desinfecção de veículos em pleno funcionamento e de materiais que acessem a granja, entre outras medidas”, sinaliza a Seag.>
As orientações no caso de suspeitas em granjas comerciais também são voltadas para a restrição de entrada de pessoas que visitaram países onde foram diagnosticados focos de influenza; para o uso obrigatório de roupas e calçados limpos, tanto para funcionários quanto para visitantes ao entrar na propriedade; para a ação de lavar as mãos com água e sabão antes e após manipular as aves; para evitar que as aves de produção tenham contato com aves silvestres ou outros animais; e para a realização do controle de roedores, moscas e outras pragas que possam veicular doenças.>
Além disso, as aves devem receber água tratada, já que o contato com água sem tratamento (de nascentes e águas de superfície) pode facilitar a entrada da doença.>
É o número de investigações já feitas diante de suspeitas de gripe aviária no Espírito Santo
Casos classificados como prováveis após coleta de amostras para diagnóstico laboratorial
Focos confirmados da doença no Estado desde 2023, sendo 35 em animais silvestres e 1 em aves de subsistência (criada sem objetivo comercial)
Segundo a Secretaria de Agricultura, os principais sintomas observados nos animais com suspeita de gripe aviária são: tremores, andar cambaleante, dificuldades respiratórias, secreção nasal, aves caídas e debilitadas e mortalidade súbita e elevada.>
Se identificados esses sintomas, o responsável deve evitar o contato direto com o animal e notificar o Idaf em um portal eletrônico, o e-Sisbravet, que pode ser acessado neste link. A notificação de casos suspeitos é obrigatória e pode auxiliar em respostas mais rápidas contra a doença, a fim de evitar a disseminação e, como consequência, um prejuízo maior aos produtores.>
Em caso de suspeitas, animais doentes devem ser mantidos isolados dos sadios, que podem ser acometidos pela doença a partir do contato direto com a secreção. A atenção também cabe aos humanos.>
“Apesar de raras, infecções humanas pelo vírus da influenza aviária podem ocorrer por meio do contato direto com aves infectadas (vivas ou mortas) ou ambientes contaminados (secreções respiratórias, sangue, fezes e outros fluidos)”, informa a Seag. >
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