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No Dia Mundial do Café, conheça as personalidades sensoriais da bebida

Os aromas e sabores percebidos na xícara são resultado de uma combinação definida pelo lugar onde está a plantação e pelo cuidado do produtor

Publicado em 14/04/2021 às 07h35
Café e cookies
Café e cookies. Crédito: Tramontina/Divulgação

Há quem diga que café é tudo igual, mas não é. O consultor em gestão sensorial de bebidas e alimentos Ensei Neto conta que existem diversas espécies, sendo duas as mais importantes: a Coffea arabica, das variedades conhecidas Bourbon, Mundo Novo e Catuaí; e a Coffea canephora, das variedades Robusta e Conilon.

Além dos diferentes teores de cafeína - componente que torna nossa mente mais ágil, melhora nossa memória e nos deixa mais despertos -, cada variedade tem sua personalidade sensorial, ou seja, os aromas e os sabores que podem ser percebidos na xícara. 

Eles resultam de uma combinação definida pelo lugar onde está a plantação e, principalmente, pelo cuidado do produtor. A semente que é aproveitada do cafeeiro para a produção da bebida origina sabores que dão identidade à bebida durante o processo de torra.

Deu vontade de beber um bom café agora? Então, como escolher o café?

No Brasil, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que congrega as principais torrefações do país, criou uma classificação para facilitar a vida dos apaixonados pela bebida. São três padrões: o Tradicional, o Superior e o Gourmet.

Tradicional é o padrão dos produtos da faixa mais competitiva, de preços mais em conta e onde está a grande parte dos cafés vendidos no Brasil. Para muitas pessoas, é o “gosto e aroma de café de casa”.

Superior é uma categoria intermediária, com cafés de bebida considerada muito boa, ideal para o consumo no dia a dia e com preços medianos. É o segmento que mais tem recebido novas marcas ultimamente. Gourmet, por sua vez, é a classe dos cafés de alta qualidade, que podem oferecer uma bela experiência sensorial.

Ainda existem os cafés especiais, geralmente em microlotes, como são chamadas as produções limitadas, com a identificação da fazenda produtora e de quem produziu. Esses lotes descrevem o perfil sensorial da bebida com mais detalhes, como a acidez e os sabores que podem ser percebidos.

Ensei Neto

Consultor

"Leia sempre o rótulo da embalagem. A data da torra do café, a depender do tipo de embalagem, nos diz o melhor momento para consumo, pois quanto mais fresco, melhor."

À medida que o produto se aproxima da validade, pode deixar de apresentar seu perfil sensorial completo ou, ainda, já ter um sabor de oxidado ou envelhecido.

"No final, a decisão de preferência é sua. Por isso, confie nos seus sentidos. Sempre. Se agradou, continue. Caso contrário, faça a fila andar e descubra novos aromas e sabores do clássico cafezinho", recomenda Ensei Neto.

Com informações da assessoria de imprensa da marca Tramontina.

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