Repórter do Divirta-se / [email protected]
Publicado em 10 de fevereiro de 2021 às 15:00
- Atualizado há 5 anos
Após anunciar a reabertura de alguns aparelhos, como Fafi, Museu Capixaba do Negro e Museu do Pescador, a Secretaria Municipal de Cultura de Vitória pretende ampliar seu leque de oficinais culturais, apostando na diversidade e na formação técnica, especialmente para jovens das áreas de risco social, dando a eles a oportunidade de profissionalização. >
De acordo com o subsecretário de cultura da capital, Luciano Gagno, a ideia é lançar cursos que permeiam o universo cultural dos jovens da periferia da capital. >
"Queremos contratar um número maior de professores-oficineiros, apostando cada vez mais na diversidade. Temos, inicialmente, a ideia de oferecer cursos nas áreas de Dança Afro, Hip Hop, Literatura e, especialmente, criar uma oficina de Circo. Os espaços a serem usados para as aulas serão, preferencialmente, a Fafi e o Museu do Negro", adianta, dizendo que, até março, deve lançar um edital de chamamento para a contratação dos professores. >
"Os cursos começariam no início do segundo semestre, sempre respeitando as normas de segurança sanitária", complementa. >
>
Luciano Gagno também afirmou que pretende investir em projetos que deram certo em anos anteriores, como o "A Arte é Nossa" e o "Arte Em Casa". >
O "A Arte é Nossa" realiza intervenções urbanas em espaços públicos da capital e utiliza suportes diversos para imprimir a sua marca, que é popularizar a arte urbana. Para isso, os muros da cidade ganham obras realizadas em diversas técnicas, como grafite, arte-mural, arte-relevo e pintura.>
"Além de melhorar o visual da cidade, a iniciativa dialoga com a arte praticada nas áreas de risco social. Para a sequência do projeto, pretendemos estender as ações e também transformá-las em oficinas, especialmente de grafite. Queremos que as pessoas das comunidades aprendam esse ofício", adianta Luciano, dizendo que novos editais devem ser lançados no primeiro semestre. >
Concebido para prestar apoio a artistas, técnicos e demais profissionais das áreas de arte e cultura que estão impedidos de realizar apresentações durante este período de isolamento social, por conta da pandemia, o "Arte em Casa" também deve continuar na nova gestão enquanto a crise sanitária não der uma trégua. >
"Os editais de 2020 foram prorrogados e alguns artistas ainda não fizeram as suas apresentações. Portanto, nossa ideia, por enquanto, é dar suporte aos contemplados deste chamamento". >
Lançado em junho de 2020, em formato de auxílio emergencial, o "Arte Em Casa", previa contemplar 160 apresentações artísticas em formato on-line. O edital investe R$ 240 mil (oriundos do Fundo Municipal de Cultura) contemplando linguagens como dança, teatro, contação de histórias, poesia, teatro de bonecos, performances, circo e artes plásticas. Apresentações de música, seja de canto ou instrumental, e performances de DJs também estavam entre as categorias contempladas. >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta