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Twitter apaga post de Mario Frias por propagação de ódio contra negros

Secretário da Cultura disse que Jones Manoel, historiador de black power, precisava 'tomar um bom banho'

Publicado em 16/07/2021 às 08h59
O secretário especial da Cultura, Mario Frias, e o ativista Jones Manoel
O secretário especial da Cultura, Mario Frias, e o ativista Jones Manoel. Crédito: SecomVc/Divulgação

O Twitter confirmou à Folha que o tuíte racista de Mario Frias foi apagado por violar regras de conduta da rede social. O post foi entendido como conduta de propagação de ódio.

O secretário especial da Cultura do governo Bolsonaro, Mario Frias, postou um comentário direcionado a um ativista negro, dizendo que ele precisaria tomar banho.

O assessor da Presidência Tercio Arnaud Tomaz reproduziu uma chamada do site Brasil247 com foto do ativista e título "Jones Manoel diz que já comprou fogos para eventual morte de Bolsonaro".

Tomaz comentou: "Quem caralhas é Jones Manoel?". Mario Frias então respondeu: "Realmente eu não sei. Mas se eu soubesse diria que ele precisa de um bom banho." Jones é um homem negro, com cabelo estilo black power e barba.

Post mostra comentário de Mário Frias no Twitter
Post mostra comentário de Mário Frias no Twitter. Crédito: Reprodução

"O Twitter tem regras que determinam os conteúdos e comportamentos permitidos na plataforma, e violações a essas regras estão sujeitas às medidas cabíveis", afirma a empresa, em nota.

Jones Manoel é um historiador pernambucano, estudioso da obra do intelectual italiano Domenico Losurdo, que impressionou Caetano Veloso pela sua crítica ao liberalismo.

"Não é surpresa no governo Bolsonaro a presença de figuras abertamente racistas e que flertam —ou são abertamente também— com o fascismo ou nazismo. Jair Bolsonaro enquanto deputado tem um histórico de várias declarações racistas", afirma Manoel. "O governo Bolsonaro é um governo racista [...] e que acolhe sem nenhum problema essas figuras racistas. E o Mario Frias se sentiu à vontade para fazer isso."

Após repercussão negativa, Frias tentou se justificar, associando sujeira com a militância comunista de Manoel e não com o cabelo black power - apesar de que no post anterior Frias tenha dito que não conhecia o ativista.

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"Toda pessoa suja precisa tomar banho e não existe pessoa mais suja do que aquela que deseja e celebra a morte de um Chefe de Estado democraticamente eleito enquanto louva um genocida como Stalin." ​

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