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Lançamento

Luiz Ayrão mostra vitalidade em novo disco de inéditas

Aos 77 anos, compositor aposta em vários estilos de samba em disco com parcerias

Publicado em 10 de Junho de 2019 às 22:14

Publicado em 

10 jun 2019 às 22:14

Nascido no Lins, na Zona Norte do Rio, em um lar extremamente musical, o sambista Luiz Ayrão não teve muito para onde fugir (ainda bem!). Filho do compositor Darcy Ayrão, chegou a conviver com figuras como Pixinguinha e João da Baiana e, seguindo os passos de quem o cercava, conquistou respeito no meio da música.

Autor de clássicos como “Porta Aberta”, “Bola Dividida” e “Os Amantes”, Ayrão acaba de lançar o disco de inéditas “Um Samba de Respeito”, que mostra um sambista completo e cheio de lenha para queimar aos 77 anos.

Em sete faixas, o carioca passeia por subgêneros do ritmo brasileiro, trazendo desde o samba de breque que remete ao trabalho de Moreira da Silva (“Tentação de Malandro”) até o samba suingado presente na faixa-título, que reúne ainda Alcione e Diogo Nogueira.

“Esse projeto foi crescendo por acaso. Eu fiz um disco em 2008 e, entre 2008 e agora, fiz um outro, mas não lancei. Tenho achado o mercado muito confuso, já não se vendia mais CD, eu ainda não sabia lidar bem com plataforma digital. Então acabei esperando um pouco”, detalha Ayrão, em entrevista por telefone ao Gazeta Online.  

“Um Samba de Respeito” marca os 50 anos de carreira de Ayrão, que sempre foi de cumprir uma agenda frenética de shows Brasil afora.

Além de Marrom e Diogo, o sambista conta com a presença de outros importantes nomes da música brasileira, como Monarco, ícone da Portela, Toninho Geraes, Zeca Pagodinho, Zeca Baleiro, Xande de Pilares e Demônios da Garoa.

“As pessoas foram chegando, somando. Quando mostrei uma canção de algum outro tempo, me disseram ‘grava, essa linguagem vai ser bacana em 2019’. Aí o projeto foi crescendo. Alguns já eram meus amigos de muitos anos, como Alcione e Monarco, mas é uma felicidade gravar com o Diogo também, porque eu fui muito amigo do João Nogueira, pai dele”, conta.

Mesmo após décadas de carreira, Luiz mostra-se atual e atento aos novos nomes. É fã do próprio Diogo, mas diz também acompanhar outros artistas como Ludmilla. “Não é da minha praia, mas é uma artista sensacional”.

Seguindo o fluxo natural da vida artística, Ayrão pretende continuar o trabalho na estrada. “Quero fazer o lançamento em algum teatro no Rio ou em São Paulo, mas espero chegar a Vitória o quanto antes”, conclui.

Um Samba de Respeito

Luiz Ayrão. Universal Music, 7 faixas. Disponível nas plataformas de streaming.

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