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Jovem talento de Piúma, Dry Som aposta no reggae e rap para emplacar

Drayton Silva, nome do artista Dry Som, reflete sobre experiências próprias e superação em "Mundo Novo", single que inicia jornada de seu segundo EP

Vitória
Publicado em 28/05/2021 às 11h47
O músico Drayton Silva, o Dry Som
O músico Drayton Silva, o Dry Som. Crédito: Fábio Martins

Tem menos de um ano que Drayton Silva, nome de batismo do artista Dry Som, começou a trabalhar com a música de maneira profissional. Mas principalmente com o último lançamento, “Mundo Novo”, ele vem colecionando bons números nas plataformas digitais e inovando com o que ele chama de mescla entre reggae e rap na cena capixaba.

Na canção mais nova, disponível nas plataformas digitais, Dry Som reflete sobre experiências de vida que ele mesmo teve. A música é mais uma de composição própria que o artista tem no acervo e fala sobre superação.

“Eu me inspiro na minha introspecção. ‘Mundo Novo’ fala de muitas coisas particulares, por exemplo, justamente o que eu tento imprimir na letra na hora que estou compondo. E quero fazer o ouvinte pensar sobre aquilo que estou dizendo. Nas letras quero mostrar que eu trabalho de segunda a segunda, dou muito de mim e mostrar que todo mundo tem essa chance também”, fala.

"Mundo Novo" abre os trabalhos para o segundo EP do artista, que deve ser lançado em breve. Neste momento, ele grava novas músicas com Leandro Bonfim, do coletivo Fusion Dub.''Tenho dois cadernos entupidos de músicas e melodias prontas para serem produzidas, sou uma maquina de criar, diz uma amiga... Concordo com ela'', destaca o artista aos risos.

Drayton aposta bastante na mistura do rap com o reggae. Para produção, ele conta que utiliza muito do violão para criar as melodias. "Gostaria de deixar claro que crio tudo a partir de um violão... Linhas de baixo, solos, bases...", destaca.

"Quero trazer nos próximos trabalhos do EP 'Mundo Novo', também, linhas de gaita. Produzo instrumentais atmosféricos em casa, no computador. Estudo, informalmente, produção musical e produção de beats", completa.

INÍCIO

Atualmente, Dry Som divide a carreira de músico com a de entregador, mas sua história com as notas musicais começou bem antes dessa dualidade. “Eu tinha um videogame quando eu era bem novo e troquei ele por um violão. Eu devia ter uns 10, 11 anos. E aí começou. Eu comecei a dar uma arranhada e tal, fui aprendendo sozinho mesmo e, quando vi, já estava tocando”, lembra ele, que hoje tem 22 anos de idade.

E continua: “Sempre ouvi muito pop e reggae, por isso falo que inovo nessa área. E minha vontade de fazer música sempre veio pelo reggae. Ouvia uma banda específica e pensava: ‘Quero fazer isso também’. E meu pai sempre gostou muito de música, eu e meu irmão sempre ouvimos muita música”.

Dry Som

Artista

"Eu modernizo o reggae e o pop com o instrumental e letra. A gente tem a gíria, o flow... O moderno está aí. A mistura traz o tradicional com elementos novos e busco sempre mesclar isso, porque acho que é um atrativo para quem está ouvindo "

Natural de Minas Gerais mas morador do Espírito Santo desde os 2 anos de idade, Dry Som sempre executou o processo de produção das músicas de um jeito mais próprio. Foi há cerca de seis meses que tudo se profissionalizou. “Hoje em dia o processo está mais diferente porque tenho uma galera comigo, com um coletivo, então estamos apostando em um processo mais definido. Mas eu tenho um arquivo grande. Eu compunha, tocava, gravava...”, relata.

O artista, que é fã da banda Charlie Brown Jr e a tem como uma das maiores inspirações, confidencia: “Agora também devo profissionalizar ainda mais toda essa produção, porque fui aprovado em uma capacitação de empreendedorismo cultural da (Lei) Aldir Blanc. Vai me ajudar bastante, tanto na questão do processo quanto na precificação, por exemplo, porque tudo tem que ser bem planejado e bem gasto. E atualmente tudo o que eu ganho vai para a música”.

Nos próximos meses, o artista planeja continuar com sua agenda de lançamentos, que tem acontecido pelas plataformas digitais com a divulgação de singles. “A inspiração para as músicas que estão já lançadas veio no dia, no momento. Então cada uma delas reflete bem o que eu estava pensando na hora, naquele dia”, justifica.

E finaliza: “Quando eu era mais novo eu não tinha a noção de que poderia trabalhar com a música, que eu sempre gostei. Fui ter essa vontade profissional na música agora, com 19 anos. Estou com 22... Então tem pouco tempo. Mas é o que eu sonho e é o que estou fazendo”.

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