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Com escuta e vínculo, escola pode transformar ansiedade em aprendizado, defende psicóloga

Com escuta e vínculo, escola pode transformar ansiedade em aprendizado, defende psicóloga

Especialista alerta para impactos emocionais do modelo de ensino focado em desempenho e defende a escola como espaço de escuta e vínculo. O tema será debatido no EducarES, evento gratuito voltado a estudantes e profissionais da educação.

Bianca Lemos

Estagiária de Comunicação Institucional / blemos

Publicado em 1 de agosto de 2025 às 14:52

Adriana Muller, Psicóloga e Mestre em Psicologia do Desenvolvimento Moral
Adriana Muller, Psicóloga e Mestre em Psicologia do Desenvolvimento Moral Crédito: Acervo pessoal

Distração, desmotivação e crises de ansiedade vêm se tornando temas recorrentes nas conversas sobre a rotina escolar. Esses sinais, cada vez mais presentes, lançam um alerta sobre o impacto emocional da lógica de desempenho que ainda rege muitas práticas pedagógicas. Para a psicóloga e mestre em Psicologia do Desenvolvimento Moral, Adriana Muller, “enquanto o foco for na cobrança de desempenho, a escola só vai estar reforçando a ansiedade e a dificuldade de concentração”.

O alerta da especialista reforça a necessidade de um debate mais amplo sobre saúde emocional no ambiente escolar. Questões como essa estarão em pauta no EducarES 2025, evento que acontece no dia 7 de agosto, Às 13h, em Vitória, com o tema “Carreiras, Desafios e Profissões”.

Convidada do evento, Adriana levará reflexões sobre como a escola pode deixar de ser apenas um espaço de cobrança e tornar-se um ambiente de vínculo, escuta e acolhimento. Para ela, pensar o futuro dos estudantes passa, necessariamente, por repensar o presente oferecido a eles hoje.

“Não adianta estimular o conhecimento cognitivo incentivando, por exemplo, a competição que vai gerar ansiedade e depois não lidar com ela. Isso precisa ser feito em um ambiente onde as pessoas possam conversar, opinar, refletir. Onde haja respeito, vínculo e sentido”, afirma.

Aprender também é aprender a conviver

Adriana propõe que o espaço escolar funcione como uma espécie de simulação da vida em sociedade, onde os estudantes possam aprender a lidar com o diferente, enfrentar conflitos, desenvolver empatia e senso de justiça. Para isso, segundo ela, é preciso parar de responsabilizar apenas o aluno ou a família e repensar o papel da escola como um todo.

“A ansiedade e a dificuldade de concentração são sinais que estão sendo trazidos para o ambiente escolar e precisam ser decifrados e trabalhados de forma mais proativa. Só assim será possível promover um agenciamento da própria vida por parte dos alunos”.

Adriana Muller

Psicóloga e Mestre em Psicologia do Desenvolvimento Moral 

Escuta, vínculo e conexão com o jovem

A psicóloga também chama atenção para o distanciamento entre o modelo tradicional de ensino e a linguagem dos estudantes. Embora o uso excessivo de telas seja um fator relevante, ela aponta que a verdadeira lacuna está na falta de conexão com o universo dos jovens.

“Definitivamente, não são aulas de 50 minutos repassando um conteúdo que os alunos já encontram em qualquer rede social, e de forma muito mais conectada com a forma deles pensarem e entenderem o mundo”, reforça.

No EducarES 2025, Adriana compartilha essas e outras reflexões em diálogo com estudantes e profissionais da educação, com o objetivo de abrir espaço para novas formas de olhar o processo de ensino, com atenção às emoções e aos vínculos que se constroem dentro da escola.

Serviço

As inscrições para participar do EducarES 2025 são gratuitas e limitadas.

Data: 07/08 (Quinta-feira)

Horário: 13h

Local: Centro de Convenções de Vitória - Rua Constante Sodré, 157 - Santa Lúcia, Local: Vitória - ES (Entrada pelo portão em frente ao "Posto Leitão

Inscrição gratuita: acesse

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