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Opinião da Gazeta

Transporte domiciliar de cadeirantes em Vitória não pode parar

É preciso buscar uma solução para a suspensão do Porta a Porta, que há mais de 20 anos busca pessoas com dificuldade de locomoção em suas casas na Capital

Públicado em 

28 abr 2022 às 02:00

Colunista

Pessoas cadeirantes estão com dificuldades para se locomoverem, é o caso da Bárbara Eloah
Pessoas cadeirantes estão com dificuldades para se locomoverem com suspensão do Porta a Porta em Vitória, é o caso da Bárbara Eloah Crédito: Fernando Madeira
Há um serviço a ser oferecido para a população de Vitória, mas não há empresas interessadas em prestá-lo. Poderia ser uma situação menos dramática se não se tratasse do transporte domiciliar de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, o Porta a Porta, que há mais de 20 anos é realizado na Capital para dar aos usuários acesso a tratamentos médicos, educação e lazer.
Prefeitura de Vitória explicou a razão da interrupção do serviço desde março deste ano: a empresa que prestava o serviço não teve interesse em renovar o contrato, alegando inviabilidade econômica com o aumento dos combustíveis. Desde então, o edital de credenciamento para os interessados em prestar o serviço continua aberto, sem que tenha havido qualquer outro interessado.
Uma situação que mostra como a degradação econômica, com os galopes inflacionários que esvaziam o bolso da população, também tem impactos inesperados no cotidiano daqueles que mais precisam. “Moro em um local com difícil acesso ao ponto de ônibus e estudo na Ufes. Com o retorno das aulas presenciais me deparo novamente com o problema de locomoção para estudar”,  desabafou Bárbara Eloah Lopes em reportagem deste jornal.
Bárbara está entre os 419 usuários que, segundo a prefeitura, estão credenciados e aptos ao transporte em Vitória.  O órgão informou, contudo, que em média 120 fazem uso dele regularmente. Somente quem depende de cadeira de rodas tem direito ao serviço por meio de agendamento.
Como os micro-ônibus realizam a busca dos passageiros em seus domicílios, trata-se de um serviço que amplia a acessibilidade, sobretudo daqueles que moram mais distantes das rotas dos ônibus regulares da Grande Vitória, que também fazem o transporte de cadeirantes.
Mas há também o serviço similar que contempla toda a Região Metropolitana,  oferecido pela Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Espírito Santo (Ceturb), o Mão na Roda, que  tem 2.577 cadeirantes cadastrados e 25 veículos adaptados. 
Uma solução integrada, que abrace os usuários de Vitória que estão sem o serviço, pode ser uma saída para ajudar a minimizar o impacto da suspensão do Porta a Porta.  Ou a adequação da frota requerida para a prestação do serviço em Vitória de acordo com a demanda real, para proporcionar eficiência ao atendimento.
A mobilidade urbana é um problema em qualquer grande cidade brasileira, mas é ainda mais dramática para as pessoas com deficiência ou que temporariamente façam uso de cadeira de rodas. Oferecer um serviço que facilite a locomoção desse grupo é também garantir o direito de ir e vir com dignidade. Um cadeirante em Vitória pode ir até um ponto de ônibus e embarcar nas linhas regulares, mas um serviço de transporte domiciliar proporciona ainda mais qualidade de vida a quem precisa.

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