A Gazeta portal de notícias do Espirito Santo

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Opinião da Gazeta

Serviço público deve ter compromisso com a eficiência

O crescimento expressivo do funcionalismo estadual nos últimos 20 anos não se refletiu na qualidade da prestação dos serviços públicos

Publicado em 12 de Março de 2019 às 01:50

Públicado em 

12 mar 2019 às 01:50

Colunista

Crédito: Amarildo

Quando se fala em qualificação do gasto público, não se está ignorando o papel relevante dos recursos humanos na administração pública. Muito menos a natureza de determinados setores, como secretarias cujos resultados não podem ser mensurados em obras de grande porte, caso da pasta de Controle e Transparência, citada em reportagem deste jornal no domingo como a que reserva, no Executivo, o maior percentual do orçamento (92,79%) para salários e encargos sociais. Pelo contrário: é a plena noção dessas circunstâncias que se impõe, reforçando a necessidade de o Estado brasileiro estar mais conectado com as demandas atuais da sociedade.

É primordial mais uma vez ressaltar a necessidade de ajustes para aprimorar o funcionamento estatal. A busca por eficiência passa obrigatoriamente por mais racionalidade nas despesas com pessoal. Inerte, a gestão pública permanece incapaz de acompanhar a lógica da produtividade inerente à iniciativa privada. Tanto que o crescimento expressivo do funcionalismo nos últimos 20 anos não se refletiu na qualidade da prestação dos serviços públicos. A taxa de servidores do governo estadual passou de 4.496 para 6.711 funcionários por 100 mil habitantes, entre 1995 e 2016, o que representa um aumento de 33% no período. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Mesmo assim, a máquina estatal brasileira segue emperrada, uma estrutura administrativa arcaica e lenta, distante do século XXI. É hora de modernizá-la, trazê-la para a era digital, com sua capacidade de desburocratizar os processos. Mais do que isso: encontrar soluções legislativas que promovam o encontro das demandas sociais com o aparato estatal disponível, hoje desnecessariamente inchado.

É uma mudança de cultura que fatalmente deve estar acompanhada de novos procedimentos administrativos. É possível criar uma geração de servidores arrojados, técnicos, com foco na produtividade, com respostas imediatas aos anseios da população.

O impulso que falta? Avaliações de desempenho à vera, que imponham metas a serem cumpridas. As práticas de trabalho precisam ser mais dinâmicas e estimulantes.

É uma transformação que precisa ser pactuada pela sociedade. O serviço público, necessário, deve ter um compromisso com a eficiência, mas o Estado inevitavelmente falha como gestor. O comprometimento da receita com salários é hoje um grande desafio da gestão pública no país.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Uma aposta leva R$ 324 milhões na Mega-Sena; 4 bateram "na trave" no ES
Imagem de destaque
As propostas do presidente Lula para o seu quarto mandato
Imagem de destaque
Qual o futuro do bolsonarismo após Flávio Bolsonaro deixar o Brasil e se declarar 'o verdadeiro presidente do Brasil'?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.