Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Opinião da Gazeta

Ressurreição do Estado

O ideal é que o poder público tenha habilidade para atuar em áreas vitais, abrindo espaço para novas experiências onde não se mostre essencial

Publicado em 21 de Abril de 2019 às 00:17

Públicado em 

21 abr 2019 às 00:17

Colunista

A vivência religiosa da Páscoa celebra os recomeços, o que pode ser também de grande valia para os desafios seculares que se impõem na vida em sociedade. A erosão do Estado brasileiro, que se apresenta cada vez menos capaz de garantir os direitos fundamentais de seus cidadãos, não é irreversível, por mais que a desesperança em dias melhores pareça estar sempre triunfando. O renascimento do poder público é viável, não só com gestores menos alheios à realidade social, mas também com uma participação ativa da população na tomada de decisões. Um envolvimento político no melhor sentido do termo, com representação cada vez mais qualificada.
Não é por acaso que a Campanha da Fraternidade da Igreja Católica tenha se ocupado das políticas públicas na Quaresma deste ano. Independentemente da religião em questão, é uma oportuna reflexão, com um tema que trata justamente da necessidade dessa refundação do Estado com o abraço da sociedade. Não há saída para um país que não se empenhe em priorizar o interesse coletivo, pautado por um projeto nacional que envolva racionalidade econômica e, consequentemente, inclusão social.
E, por isso, deve-se resistir às seduções de um Estado que se mostre excessivamente paternalista, podando a autonomia que nutre um bem-vindo laissez-faire (expressão francesa que simboliza o liberalismo econômico). O ideal é um Estado que tenha habilidade para atuar em áreas vitais (saúde, educação, segurança pública, para citar o tripé fundamental), abrindo espaço para novas experiências onde não se mostre essencial e reduzindo assim gastos com a máquina pública.
Não é por acaso que a Campanha da Fraternidade da Igreja Católica tenha se ocupado das políticas públicas na Quaresma deste ano
É uma refundação sobre novas bases, que precisam ser pactuadas em sociedade, apostando em um novo ciclo de prosperidade, mais longevo. O planejamento e a execução de políticas públicas são indissociáveis desse contexto, por serem o mecanismo que efetivamente tira do papel os direitos previstos na Constituição. É a cidadania praticada com a sua potencialidade máxima. Políticas públicas eficientes não têm partido, tampouco religião. São, pela essência, políticas de Estado, que se perpetuam a cada governo. A esperada ressurreição do Estado brasileiro não é questão de fé, mas de atos demasiadamente humanos.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
'Fizeram uma lavagem cerebral completa em mim': a seita apocalíptica dos anos 1980 que atraiu jovens modelos
Vizinho preso por tentativa de homícídio e posse irregular de arma após reclamar de bola no portão
Pai é baleado por vizinho após bola dos filhos bater em portão em Vila Velha
Imagem de destaque
Como o K-pop abriu caminho na sufocante ditadura da Coreia do Norte, onde 'só pode haver um ídolo: Kim Jong-un'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados