Reforma da Previdência vai interromper o desmonte econômico brasileiro

Drama econômico do país, cuja origem é fiscal, começou a ser cavado na era Lula e foi acelerado com Dilma

Publicado em 20/06/2019 às 20h58
 Crédito: Divulgação
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A economia brasileira ainda não conseguiu decolar após a recessão recorde de 7,2% no biênio 2015/16. O PIB encontra-se no patamar do segundo semestre de 2010, só que de lá para cá as necessidades sociais, principalmente de emprego e renda, cresceram com o aumento da população, e não estão sendo atendidas razoavelmente. O desemprego atinge mais de 13 milhões de pessoas, das quais 5 milhões são classificadas como “desalentadas”, porque deixaram de procurar vaga de trabalho.

Esse drama precisa ser compreendido desde as raízes, para deixar mais claras as correções que precisam ser feitas para combatê-lo e jogar luzes no rumo econômico do país. Informações do relatório de junho da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, mostram que a origem é fiscal (descontrole de contas). Começou a ser cavado na era Lula e foi acelerado com Dilma.

O início do governo petista guardou o mérito de ter tirado o dólar do patamar de R$ 4, graças ao uso de ferramentas ditas neoliberais, como elevação de juros e contenção de gastos públicos. Mas veio a guinada no segundo mandato lulista. O superávit primário (economia feita pelo país para pagar sua dívida) caiu 39% em 2009 frente ao ano anterior, e Lula pedalou. Para garantir o cumprimento da meta fiscal, abateu das contas os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vital para a candidatura de Dilma. Foi o pior resultado do setor público desde 2001.

A insegurança fiscal atingiu níveis alarmantes no período Dilma. Em 2014, as contas governamentais registraram o primeiro déficit primário (receitas menos despesas, sem contar juros). Em consequência, a inflação ganhou altura não vista desde 2003. Em meados de 2015, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 9,56%, sugando o poder de compra da população. Enquanto isso, a nova matriz econômica desarrumava o sistema produtivo. Veio a recessão. Os investimento se retraíam. Desde então, o desemprego disparou. A explosão fiscal levou a dívida pública de 51,5% do PIB para 78,8% em abril, com Bolsonaro. Se esse ritmo não for contido, o país entrará em recessão pior do que a anterior.

Não deve ser difícil entender que a reforma da Previdência, responsável por mais de 50% das despesas da União, e elevados gastos nos Estados, é imperiosa para recuperar a confiança no futuro.

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