Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Editorial
  • Prevenção deve ser modelo de atuação de órgãos públicos
Opinião da Gazeta

Prevenção deve ser modelo de atuação de órgãos públicos

Ação eficaz da inteligência policial pode fazer a diferença, como mostrou plano frustrado de resgate de líder criminoso ligado a facção

Publicado em 20 de Fevereiro de 2019 às 00:30

Públicado em 

20 fev 2019 às 00:30

Colunista

Fachada do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória Crédito: Kaique Dias | Rádio CBN

Foi digna dos melhores filmes de ação a operação que impediu que um perigoso líder criminoso fosse resgatado por facções ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), revelada ontem com exclusividade por este jornal. Seguir o exemplo da ficção não faz mal: é importante que a polícia se antecipe aos passos dos bandidos; é justamente o que a população espera das autoridades, que agiram com rapidez e precisão, evitando o pior. Em um Estado que sofre tanto com a carnificina decorrente do tráfico de drogas – que mata inocentes, expulsa moradores de suas casas e alimenta a cadeia de delitos da violência urbana –, a prevenção é mesmo o melhor remédio. E ainda mostra quem está no comando.

Sem a ação coordenada, o prisioneiro Leandro Reis Ramos teria voltado às ruas, contribuindo para aumentar índices de violência que já estão bem acima do desejável. Basta ver o histórico do criminoso para constatar o perigo que sua liberdade traria à sociedade. Ele foi preso no fim do ano passado no Centro de Detenção Provisória de Viana II e seria membro de uma quadrilha que atuava na Ilha de Santa Maria, em Vitória. Dela fariam parte sete criminosos, que teriam sido responsáveis por pelo menos três homicídios e outras sete tentativas de assassinato apenas entre junho de 2017 e maio de 2018, segundo informações da Polícia Civil. 

É assim que redes de inteligência precisam agir, sem desprezar as informações que chegam, promovendo investigações sérias, sem vista grossa. A incapacidade de gerenciar o que está diante dos olhos é o que abre espaço para nossas tragédias cotidianas. A Polícia Civil, em conjunto com a Secretaria de Estado da Justiça e com o Judiciário, trabalhou com esmero. A diligência dessa operação deve ser um modelo de atuação, não um ponto fora da curva.

Muitas das notícias ruins nos jornais neste início de 2019 têm em comum o fato de serem acontecimentos evitáveis. Com estratégias de prevenção, controle e fiscalização do Estado, provavelmente não teriam ocorrido, não teriam ceifado centenas de vidas. Um plano de resgate de um criminoso frustrado pela polícia é, mesmo que em menor escala, um exemplo do que deveria ser o modus operandi de órgãos públicos.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Editais e Avisos - 25/10/2026
Imagem de destaque
Quase mil pessoas são presas após confrontos em mais um dia de protestos em massa na França
Imagem de destaque
Pesquisa mostra vantagem de Pazolini, mesmo com esforço de Ricardo, diz diretor da Quaest

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.