Os 30 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo são mais do que os responsáveis pela criação e aprovação das leis no território capixaba e pela fiscalização dos outros poderes.
A proximidade dos problemas e dos desafios impostos ao Estado os coloca na linha de frente como representantes da sociedade capixaba, atentos e ativos diante dessas demandas.
No Espírito Santo, essa agenda está posta e é ampla. É a segurança pública que consolida avanços, como a redução sistemática dos homicídios, mas também encara a atuação das facções a exigir novas formas de enfrentamento.
É a reforma tributária que vai transformar a matriz econômica capixaba e exigir movimentações para a substituição de receitas. É o desenvolvimento do turismo dentro dessa nova lógica. É a educação como base para a competitividade e a produtividade nesse novo cenário. É o petróleo entrando em sua curva descendente e impondo a transição energética. É a saúde e o saneamento como direitos básicos.
Tudo isso só para começo de conversa. Como os deputados votam o orçamento estadual, está na mão deles definir as prioridades para o uso do dinheiro público. São 30 deputados, as divergências são naturais, e o debate de ideias é parte indissociável do processo de construção de consensos. O que se espera é, sempre, uma atuação republicana, com resultados palpáveis nos serviços públicos.
É na porta de deputados escolhidos em cada reduto eleitoral que batem as demandas regionais, e nesse aspecto é preciso haver um equilíbrio para que a atuação não seja meramente paroquial.
Cada deputado deve se colocar presente para quem os elegeu, mas também deve ter a dimensão do seu papel institucional, para além dos redutos. É preciso estar perto do cidadão capixaba, primordialmente. Eleitor ou não.
É assim que a Assembleia se destaca: não pelo protagonismo de um ou outro deputado, mas pelo posicionamento e atuação nos grandes debates capixabas.
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