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Opinião da Gazeta

Candidatos do ES ao Senado e o compromisso que não pode faltar

Os candidatos que almejam uma das duas vagas abertas nestas eleições devem atuar com consciência pelos interesses do Espírito Santo

Publicado em 19 de Agosto de 2026 às 05:00

Públicado em 

19 ago 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

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Redação de A Gazeta Redação de A Gazeta
Plenário do Senado Federal
Plenário do Senado Federal Carlos Moura/Agência Senado

Se a Câmara dos Deputados, com 531 cadeiras a serem ocupadas nas Eleições 2026 proporcionalmente à população de cada estado, representa o povo brasileiro, o Senado, com 81 cadeiras, é o representante dos 26 estados e do Distrito Federal com um número fixo de representantes.


Essa distinção ajuda a mostrar o papel do Senado no sistema bicameral: são os senadores e senadoras que asseguram um peso equivalente a todos os estados, sobretudo quando a ele se atribui a função revisora daquilo que é aprovado pelos deputados federais.


É através dessa composição que estados com menos representantes na Câmara, como o próprio Espírito Santo, podem reduzir esse desequilíbrio de forças. Senadores e deputados acabam sendo uma das representações dos pesos e contrapesos a garantir o equilíbrio interno e, por consequência, o fortalecimento da democracia brasileira.


Os candidatos que almejam uma das duas vagas abertas nestas eleições devem ter isso em mente para atuarem com consciência pelos interesses do Espírito Santo. 


Assim como na Câmara, há temas importantes na agenda capixaba, como pontos adjacentes à implantação da reforma tributária, que já está transformando as bases econômicas do Estado; melhora no ambiente de negócios, do trabalho, da infraestrutura e da competitividade; aprimoramento da segurança pública diante do crescimento do crime organizado... as demandas capixabas precisam estar bem claras para os candidatos, para que sejam capazes de aprovar propostas que realmente beneficiem o Espírito Santo.


A renovação do Senado nesta eleições, na qual há 54 vagas em disputa, está sendo considerada crucial na estratégia dos partidos para consolidar influência política, sobretudo porque quem conseguir a maioria vai determinar o controle da agenda legislativa, garantindo ou não a governabilidade.


O eleitor estará, na urna eletrônica, diante de uma decisão que terá impacto nas grandes decisões do país nos próximos oito anos. E os nossos candidatos ao cargo devem necesssariamente estar aptos a assumirem essa responsabilidade, com objetivo inegociável e quase exclusivo de escolher sempre o que for melhor para o Espírito Santo.

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