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Governador e bancada precisam se unir para destravar obras no Estado

Criação de secretaria de Desestatização anunciada pelo governo Bolsonaro pode ser caminho para que Espírito Santo negocie saídas para resolver gargalos históricos de infraestrutura

Publicado em 03/12/2018 às 09h26
Porto de Vitória: ampliação de terminais é urgente. Crédito: Divulgação/ Codesa
Porto de Vitória: ampliação de terminais é urgente. Crédito: Divulgação/ Codesa

A criação de uma secretaria nacional de Desestatização anunciada pelo governo de Jair Bolsonaro pode se mostrar como um caminho para que o Espírito Santo tenha oportunidade e espaço de diálogo para resolver gargalos históricos de infraestrutura. Destravar obras e projetos virou um imbróglio, pois os últimos presidentes não mostraram muito empenho em resolvê-los. Obras como a duplicação da BR 262 e a ampliação de terminais portuários da Codesa se arrastam há anos e não saem do papel.

Com a nova secretaria, a ser comandada pelo empresário Salim Mattar Júnior, dono da Localiza, os representantes eleitos do Espírito Santo passam a ter uma nova porta a ser batida em busca de soluções para suas demandas que, encalhadas, freiam a vocação estadual para o comércio exterior e represam a geração de emprego e desenvolvimento.

Projetos que precisam deslanchar não faltam. Nos últimos anos foram prometidos investimentos para que os portos da Codesa fossem ampliados para receber navios de maior porte, o que continua sendo expectativa. Outros projetos de portos privados também enfrentam problemas como demora na liberação de licenças por órgãos federais, o que contribui para que eles não se concretizem na velocidade prometida.

Temos ainda as negociações para a construção de uma ferrovia ligando Vitória a Presidente Kennedy, e futuramente ao Rio, cujos acordos costurados até agora com o Planalto não foram concretizados. E uma queixa do leilão em bloco do Aeroporto de Vitória com o terminal de Macaé (RJ), que desvalorizaria a outorga do capixaba.

Já as rodovias federais que cortam o Estado e são essenciais para escoar a produção local, atrair turistas e movimentar a economia, carecem de investimentos para melhorias nas pistas e na sinalização, casos da BR 259 e da BR 262, cuja tão aguardada duplicação virou uma novela.

Escolhido pelo superministro da Economia, Paulo Guedes, o empresário Sallim Mattar terá como missão a busca de maior eficiência na gestão dos ativos da União. Sallim tem experiência de mercado e capacidade de negociação – oportunidade que deve ser aproveitada pelo governador eleito do Estado e pela nova bancada capixaba.

Uma saída a ser considerada é a concessão à iniciativa privada, modelo no qual o bem é liberado para exploração, mas continua sendo da União. Neste caso, se faz essencial estabelecer metas e prazos, com fiscalização rigorosa para o cumprimento do acordado.

Pelo histórico de impasses e falta de atenção do governo federal, não se pode esperar uma solução isolada da União, é preciso que os eleitos se aproximem para traçar alternativas e fazer com que o Estado vire essa página de atrasos.

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