A agilidade da Polícia Civil merece ser mais uma vez elogiada. A prisão de dois suspeitos de envolvimento em ataques na Grande Vitória para reivindicar melhorias no sistema prisional, além de outros cinco já identificados, mostrou que as autoridades não pretendem deixar espaços abertos para a ação de lideranças criminosas, encarceradas ou não. É um recado claro no caminho da imposição de autoridade, depois de uma empresa de marmitas ser alvo de bandidos e um ônibus e um carro serem incendiados nos últimos dias. Contudo, ainda é preciso saber o mais importante: as ordens, afinal, partiram de quem?
Nesta semana, ocorreram outros exemplos de eficiência policial, como a prisão de dois suspeitos de terem assassinado o proprietário de uma loja de autopeças, na Serra. Um deles confessou, o outro alegou que estava na loja como cliente, tendo reagido aos tiros como defesa. Foi autuado por porte ilegal de arma de fogo. De qualquer forma, foi uma resposta rápida. É com atuação eficiente que se reduz a sensação de impunidade que tanto incomoda a sociedade.
Em outra ocasião, também digna de um editorial publicado por este jornal, uma operação impediu que um perigoso líder criminoso fosse resgatado por facções ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Foi uma ação de inteligência, com a Polícia Civil agindo em conjunto com a Secretaria de Estado da Justiça e com o Judiciário, que evitou a libertação de um prisioneiro que levaria ainda mais perigo às ruas. Foi uma intervenção preventiva de sucesso; quando não é possível evitar o pior, como no caso dos ataques, é de se esperar que a resposta não falhe. É preciso mostrar quem está no comando. Os exemplos desta semana mostram que é possível reagir com rigor à criminalidade, sem omissões.