Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Editorial
  • Dobrar fundo eleitoral para 2020 é se esquecer das prioridades do país
Opinião da GAZETA

Dobrar fundo eleitoral para 2020 é se esquecer das prioridades do país

Manobra que pode aumentar o valor não visa às necessidades brasileiras e é incompatível com a situação fiscal

Publicado em 13 de Julho de 2019 às 00:13

Públicado em 

13 jul 2019 às 00:13

Colunista

Plenário da Câmara Crédito: LUIS MACEDO/AG. CÂMARA
Os trâmites da reforma da Previdência no Congresso tiram o foco de outras questões e servem de escudo a manobras oportunistas. Uma delas é a tentativa de mais que dobrar o valor destinado ao fundo eleitoral em 2020 para as eleições municipais, como se o poder público estivesse nadando em dinheiro.
A pressa de votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que precisaria ser aprovada em sessão conjunta da Câmara e Senado antes do recesso, a ter início na próxima semana, também favoreceu esse ardil, pela falta de tempo para debate. A votação acabou ficando para agosto.
Essa legislação define metas e limites de gastos do governo e, silenciosamente, o relator alterou o texto original, destinando R$ 3,7 bilhões ao fundo eleitoral, salto espetacular em relação ao montante de R$ 1,7 bilhão utilizado na eleição de 2018 – considerado, na época, muito elevado em razão da péssima situação fiscal do país, com déficits gigantescos que se acumulam desde 2014.
Prevendo que a precariedade de caixa do governo deve dificultar repasse para o fundo, o relator, deputado Cacá Leão, do Progressistas, ampliou o percentual que poderá ser retirado do dinheiro dos projetos dos parlamentares, ou seja, de emendas para obras e serviços nos municípios. É o reconhecimento antecipado de perdas no atendimento às demandas da população – exatamente quem paga esse fundo.
Existem muitas obviedades em torno dessa questão. A raiz está no fato de não existir eleição a custo zero, e que o dinheiro para bancar as despesas tem de sair de algum lugar. Por isso, o Congresso aprovou em 2017 o fundo eleitoral, sob o argumento de compensar a ausência dos recursos privados nas campanhas – proibidos em decisão do Supremo Tribunal Federal.
Também é razoável esperar algum aumento de despesas eleitorais em 2020, devido à inflação acumulada desde 2018, embora o uso inteligente da internet – ferramenta eleitoral decisiva – seja capaz de reduzir desembolsos. De qualquer forma, esse aumento do dinheiro público para campanha é abusivo. O Brasil não tem recursos para gastar como país rico, seja no processo eleitoral, seja em qualquer outro. Quem dera se pudesse fazê-lo em serviços cruciais ao dia a dia da população, como educação, saúde, transporte, saneamento básico e segurança.
É um luxo incompatível com a situação fiscal do país a existência de dois fundos – o eleitoral e o partidário. Um poderia dispensar o outro.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Loga - empresa de internet
Operadora de internet abre vagas de emprego para Vila Velha e Linhares
Os materiais coletados passarão por análises que devem contribuir para uma melhor compreensão do cenário epidemiológico das áreas investigadas.
Febre maculosa: Boa Esperança confirma 3º caso e coleta carrapatos em comunidades
Imagem de destaque
Noé, Davi e Salomão: veja os melhores nomes para gatos inspirados na Bíblia 

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados