A Gazeta portal de notícias do Espirito Santo

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Opinião da Gazeta

CLT no serviço público: antes tarde do que nunca

Nada vai mudar para os servidores que já integram a carreira pública, que continuam com estabilidade. Tampouco a estabilidade deixa de existir nas próximas seleções. O que muda é a capacidade de decidir pelo modelo de contratação mais apropriado

Publicado em 13 de Novembro de 2024 às 18:09

Públicado em 

13 nov 2024 às 18:09

Colunista

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) Crédito: Dorivan Marinho/SCO/STF
Foi durante uma reforma administrativa realizada no governo Fernando Henrique Cardoso, em 1998, que uma emenda constitucional flexibilizou o modelo de admissão no serviço público, abrindo a possibilidade de contratações pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mas, com a judicialização do tema no ano 2000, somente agora, em 2024,  o Supremo Tribunal Federal (STF) validou, por maioria, a mudança. 
Demorou, mas aconteceu. O fim  da obrigatoriedade do Regime Jurídico Único (RJU), estabelecido pela Constituição de 1988, embora tardio, é uma guinada importante para dar início à modernização do serviço público, com  União, estados e municípios passando a adotar a gestão de pessoal de acordo com as próprias demandas e capacidades financeiras. Essa autonomia fortalece a administração pública.
Nada vai mudar para os servidores que já integram a carreira pública, que continuam com estabilidade. Tampouco a estabilidade deixa de existir nas próximas seleções. O que muda é a capacidade de decidir pelo modelo de contratação mais apropriado. Possivelmente, o aspecto mais positivo desta mudança seja dar início a um processo de definição mais efetiva sobre as carreiras de Estado, nas quais a estabilidade deve ser obrigatoriamente mantida. 
É um passo importante para uma reforma estrutural, com foco na qualidade da gestão pública. Há muito a ser feito, em todas as esferas, para garantir mais eficiência no serviço público e, consequente, entregas mais consistentes à população.
É uma decisão com efeitos no futuro, e é justamente por isso que tanto se lamenta que tenha demorado a se efetivar. Em quase três décadas, os avanços da gestão pública já poderiam ter sido consolidados.  Falamos disso na semana passada neste espaço e vale repetir: o tempo parece nunca estar a favor do Brasil.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Quem é Hécate? Conheça a deusa grega associada à magia, aos mistérios e à transformação
Flávio Bolsonaro faz coletiva de imprensa após resultado negativo das eleições
Fuga da realidade: Cordelão do Papelão de Flávio Bolsonaro
Às vésperas de Finados, visitantes reclamam das condições dos cemitérios de Linhares
Túmulos abertos e buracos preocupam visitantes de cemitérios em Linhares

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.