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Cargos comissionados devem se pautar pela eficiência

Desafio dos gestores públicos é evitar cada vez mais o descontrole de gastos, por isso a modernização da máquina pública é mais do que bom senso administrativo, é questão de sobrevivência fiscal

Publicado em 15/10/2018 às 21h20
Renato Casagrande, ao voltar a ocupar o Palácio Anchieta em janeiro, deve dimensionar o legado das políticas de Estado. Crédito: Fernando Madeira
Renato Casagrande, ao voltar a ocupar o Palácio Anchieta em janeiro, deve dimensionar o legado das políticas de Estado. Crédito: Fernando Madeira

Governos mudam, mas a eficiência no serviço público deve continuar sendo a meta de quem chega. É mais do que bom senso administrativo, é questão de sobrevivência fiscal e, por que não?, até mesmo moral. O desafio dos gestores públicos é, de forma cada vez mais vigorosa, não endossar o descontrole de gastos. Um exemplo é a criação desenfreada de cargos comissionados. Os postos de confiança, por princípio, deveriam azeitar a estrutura administrativa, mas, usados para fins políticos, promovem o desequilíbrio e passam a ser mais um ingrediente a engordar a máquina pública.

Apesar das variações apontadas pela reportagem publicada na segunda-feira (15), com o atual governo estadual tendo aumentado em 106 o número de comissionados nos últimos dois anos – atingindo 3.616 funcionários nessa situação – os números, ano a ano, apontam para um enxugamento que coincide com o acirramento da crise econômica no país, a partir de 2015. Justamente o início do governo Paulo Hartung. Se o Estado conseguiu respirar, enquanto outros se asfixiavam, muito se deve às decisões nem sempre populares tomadas nesse momento crucial.

É sempre oportuno ressaltar que alcançar uma competência administrativa deve ser prioridade de todas as gestões, são decisões que transcendem aos mandatos. Renato Casagrande, ao voltar a ocupar o Palácio Anchieta em janeiro, deve dimensionar o legado das políticas de Estado, principalmente na gestão do aparelho público.

A sociedade está cansada dos privilégios que se alternam entre grupos políticos, principalmente os que se disseminam pela cultura de gestão personalista, que acaba sendo combustível do patrimonialismo. Cargos comissionados não podem ser meros subterfúgios para distribuir posições estratégicas a apaniguados, deve-se exigir preparação técnica. Avaliações que atestem a capacidade e a experiência dos novos servidores são sempre bem-vindas. A qualificação deve ser prioridade.

E também é urgente que se dê um passo à frente, com a dinamização dos processos de trabalho. Há muita tecnologia acessível à iniciativa privada que já deveria estar guiando a gestão pública. A modernização é também sinônimo de produtividade e menos gastos.

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