Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Opinião da GAZETA

Brasil precisa de nova transformação como a do Plano Real

Um choque de realidade impõe ao Brasil mudanças no ambiente econômico para crescer continuadamente. Não bastam remendos

Publicado em 06 de Julho de 2019 às 00:16

Públicado em 

06 jul 2019 às 00:16

Colunista

Notas de real Crédito: Shutterstock
Todo o burburinho em torno do aniversário de 25 anos do Plano Real, completados no último dia 1º, fez crescer o anseio por políticas de Estado tão exitosas para o país quanto a mudança de moeda estabelecida em 1994. Precisamos de um novo Plano Real, em quantitativos de benefícios, mas, a esta altura, com foco no gasto público. Amplo. Impactante. Transformador.
A conquista da recuperação monetária foi fundamental para liquidar a hiperinflação. Assim como a Lei de Responsabilidade Fiscal foi indispensável no estabelecimento de parâmetros de racionalidade para administração pública. Falta ainda a guinada do Estado brasileiro por menos patrimonialismo e mais eficiência.
O papel reestruturante do Plano Real é de inquestionável importância. Tirou o país de uma situação catastrófica. Reduziu a inflação oficial anual de 2.951% em meados da década de 1990 para o patamar atual, em torno de 3,6%, índice previsto pelo Banco Central para 2019 e para 2020. O preço dessa mudança em termos de bem-estar social é incalculável. O aumento do poder de compra da moeda evitou ampla proliferação de miséria.
Crédito: Reprodução/Pixabay
Um choque de realidade impõe ao Brasil mudanças no ambiente econômico para crescer continuadamente. Não bastam remendos. O PIB não está conseguindo crescer na dimensão necessária para atender aos brasileiros, em termos de emprego, renda e padrão de vida.
Também deve-se ter presente que a inflação baixa foi fator essencial para o Brasil voltar a crescer em 2017, embora de forma minguada, após dois anos de recessão intensa. É justamente esse quadro que instiga reação: o país estabilizou a sua moeda, mas a economia continua pouco competitiva, muito vulnerável a retrações severas e não consegue engrenar um ciclo duradouro de expansão.
Os desarranjos das contas públicas inibem iniciativas do setor privado. Por isso, a aprovação da reforma da Previdência, se não perder muito da sua essência, poderá tornar o horizonte um pouco mais claro, mas não é tudo para revigorar a economia. São indispensáveis medidas impactantes, de efeitos permanentes, para imprimir transformações. Novos instrumentos de estímulo necessários devem ter caráter e dimensão de Estado, e não meros programas de governo restritos a mandatos e sujeitos a interferência política. O Brasil aguarda um “boom” de investimentos para deslanchar. Para isso, terá de fazer reformas econômicas, como a da Previdência e a tributária, além de encaminhar a desburocratização.
Mas é especialmente urgente uma evolução do poder público, para que se torne mais arrojado e menos dispendioso. Um ajuste estrutural, com um Estado com consciência do seu próprio tamanho e, assim, mais organizado, com despesas racionalizadas. Uma transformação conjuntural que passe a ser tão presente na realidade do brasileiro quanto o próprio Real.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O prefeito Kleilson Rezende e o ex-prefeito Bruno Araújo são escoltados pela Políca Federal durante exame de corpo de delito
STJ manda soltar prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário, presos desde maio
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
Lula diz que Fachin colocou 'um pouco de ordem na casa', mas que espera mais
Ex-prefeito tenta vaga na Ales
TRE-ES barra candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas a deputado estadual

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados