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Mercado

Vinho nacional ainda enfrenta desafio de reputação

Apesar do recente crescimento, ainda há uma carência de informação sobre vinhos - o consumo per capita de 2,13 litros por habitante ao ano ainda é bastante baixo diante de mercados mais maduros

Publicado em 11 de Julho de 2020 às 18:08

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 jul 2020 às 18:08
Garrafa de vinho sendo servida no Splendor RSSC
Vinho nacional ainda enfrenta um desafio de reputação com o consumidor Crédito: Divulgação/ Lucia Paes de Barros
O aumento do consumo é um bom sinal, mas o vinho nacional ainda enfrenta um desafio de reputação com o consumidor, de acordo com Felipe Gualtaroça, presidente da Ideal Consulting, que acompanha de perto o mercado do país. "Ainda há uma certa associação ao vinho de garrafão, mas aos poucos o preconceito está diminuindo", diz o consultor. "Isso já não acontece mais com o espumante brasileiro, que já é considerado tão bom ou até melhor do que o internacional."
Apesar do recente crescimento, ainda há uma carência de informação sobre vinhos - o consumo per capita de 2,13 litros por habitante ao ano ainda é bastante baixo diante de mercados mais maduros. Para se ter uma ideia, na maior parte da Europa o consumo está acima dos 20 litros anuais por pessoa, passando de 30 em várias nações, incluindo Itália e Suíça. Na América Latina, nações como o Uruguai e a Argentina estão cima dos 10 litros.
Portanto, a recém-adquirida curiosidade do brasileiro pelo vinho e pelo espumante precisa ser alimentada com conteúdo. A pandemia viu a explosão das lives sobre os mais diversos assuntos - e foi também um terreno fértil para os enólogos de plantão.
Somente a sommelier da Wine.com.br, Cibele Siqueira fez 22 lives durante o período de isolamento. O argumento é que vinho pode ser bebido em qualquer ocasião - ela ministrou aulas de combinação da bebida até com paçoca, em homenagem às festas juninas.
Uma das características do vinho é a ligação com o entretenimento, de acordo com Marcelo D'Arienzo, presidente da Wine. Segundo ele, para incentivar a conversa sobre combinações e variedades, é necessário entrar em searas análogas, como a da gastronomia. "O vinho tem a vantagem de ser um produto que gera conversa: vou harmonizar com o quê? É um incentivo à pesquisa."

PRESENÇA

As oportunidades de compra de vinho também tiveram de ser ampliadas. Além dos supermercados e dos e-commerces especializados, hoje o produto está mais evidência em grandes marketplaces, como Lojas Americanas e Magazine Luiza.
A Wine vem tentando consolidar sua presença além da internet. A companhia já tem duas lojas - uma em Belo Horizonte e outra em Curitiba. Mesmo com a pandemia de Covid-19, vai abrir mais oito até o fim do ano, em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Goiânia, Salvador e Vitória.
Para tentar aumentar o interesse do brasileiro pelo tema, o Instituto Pró-Vinho está fazendo uma espécie de campanha institucional periódica do produto, para despertar o interesse da população. A ideia não é promover o produto nacional ou importado - que são trabalhados individualmente por associações de agricultores e de importadores -, mas o universo do vinho e do espumante. A próxima campanha do Pró-Vinho vai ser veiculada no fim de julho. 

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