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Mercado financeiro

Promessa de privatização faz cotação de estatais disparar na Bolsa

Tal expectativa se somou a um dia positivo para o mercado financeiro e levou o Ibovespa aos 101 mil pontos, alta de 2%

Publicado em 21 de Agosto de 2019 às 15:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 ago 2019 às 15:05
O Banco Central fez o primeiro leilão à vista de dólares em dez anos nesta quarta Crédito: Arquivo

A promessa do governo Bolsonaro de privatizar 17 estatais até o fim do ano fez as ações dessas empresas dispararam na Bolsa brasileira nesta quarta-feira (21). Além da lista que inclui Eletrobras e Telebras, a Petrobras também está nos planos de privatização.

Tal expectativa se somou a um dia positivo para o mercado financeiro e levou o Ibovespa aos 101 mil pontos, alta de 2%. O dólar também se beneficiou e recuou para R$ 4,03 no primeiro dia de leilões do Banco Central.

Apesar de assessores no Palácio do Planalto indicarem que as vendas não devem ocorrer até o fim de 2019, porque os estudos não estão prontos, o ministro da Economia Paulo Guedes defende o prazo.

Dentre as companhias, está a Eletrobras, que deve seguir o modelo de privatização proposto pelo governo de Michel Temer (MDB-SP).

As ações da elétrica abriram o pregão em alta de 2,6% e dispararam após a declaração do presidente da Câmara dos Deputados,

 de que vai tentar votar o mais rápido possível o projeto de lei sobre a venda da Eletrobras, mas ressaltou que o empenho depende de o governo enviar nova proposta.

Com a fala de Maia, os papéis chegaram a subir 14,4%. Ao fim do pregão, os ordinários, com direito a voto, fecharam em alta de 12,6%, a R$ 45. Os preferenciais, com prioridade na distribuição de dividendos, subiram 10,8%, a R$ 44,61. Ambos são a máxima histórica.

As ações preferenciais da Telebras, que também consta na lista do governo, saltaram 62%, a R$ 36,90, longe da máxima histórica de R$ 315,17 de 1997. As ordinárias dispararam 65%, a R$ 39,39, também distante do pico de R$ 399,80 de 2012.

Fora da lista, mas dentro das intenções do governo, a Petrobras e o Banco do Brasil tiveram fortes altas. As ações preferenciais da petroleira saltaram 5,95%, a R$ 25,45. As ordinárias, 5,7%, a R$ 27,90. Já os papéis do banco subiram 5,7%, a R$ 47,35.

Ainda nos destaques positivos Cyrela e MRV subiram 8% e 6%, respectivamente, após anúncio de novo financiamento imobiliário da Caixa, indexado à inflação.

Puxado pela Petrobras e Banco do Brasil, o Ibovespa teve alta de 2%, a 101.201 pontos, maior patamar em uma semana. O giro financeiro foi de R$ 18,2 bilhões, acima da média diária para o ano.

O bom desempenho do mercado de ações brasileiro foi impulsionado pelo dia positivo no exterior, que se recuperou das quedas da véspera. Londres subiu 1,11% e Frankfurt, 1,30%. Em Nova York, Dow Jones e Nasdaq subiram 0,93 e 0,90% respectivamente e S&P 500, 0,82%.

Nesta quarta, foi divulgado a ata da última reunião de política monetária do Fed, banco central americano, quando a instituição cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual.

O documento mostra que os membros do colegiado debateram cortar os juros de forma mais agressiva em julho, embora tenham permanecido unidos no desejo de evitar parecerem estar em uma trajetória de mais cortes de juros.

A ata também indica uma ampla preocupação entre as autoridades sobre a desaceleração da economia global, tensões comerciais e inflação fraca.

Como a reunião foi antes da piora nas relações entre China e Estados Unidos e inversão da curvas de juros americanas, com um cenário bem mais ameno, o mercado financeiro não se atentou ao documento e ainda acredita em novos cortes de juros este ano.

No Brasil, o Banco Central fez o primeiro leilão à vista de dólares em dez anos nesta quarta. Foram ofertados US$ 550 milhões, mas apenas US$ 200 foram vendidos. Nos swaps cambiais, foram arrematados 4 mil dos 11 mil contratos disponibilizados. A sobra sugere que a demanda pela moeda pode ser menor que o especulado pela instituição.

Com a ação e um cenário mais positivo, o dólar caiu 0,510%, a R$ 4,031.

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