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Brasil X EUA

Privatizar o Pix está fora de cogitação, diz Haddad

O serviço brasileiro de pagamentos instantâneos é alvo de investigação comercial aberta pelo USTR  por possível prática desleal em relação a outras ferramentas

Publicado em 05 de Agosto de 2025 às 15:30

Agência FolhaPress

Publicado em 

05 ago 2025 às 15:30
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (5) que a privatização do Pix está fora de cogitação, ao comentar a ofensiva do governo Donald Trump contra o Brasil por meio de tarifaços e investigação comercial.
"Não podemos imaginar privatizar algo que não tem custo. Então, pensar que vamos nos intimidar com pressão de multinacionais [...] Agora, porque nós temos uma tecnologia gratuita que atende o cidadão a custo zero, você vai afrontar a modernidade que traz bem-estar para toda a população? Isso está completamente fora de cogitação", disse.
Um dos alvos da investigação comercial aberta pelo USTR (escritório do representante de comércio dos EUA) é o Pix. Na justificativa da apuração, o órgão americano cita o sistema de transferências instantâneas como uma possível prática desleal em relação a serviços de pagamentos eletrônicos.
Em seguida, o próprio presidente Lula defendeu o Pix em seu discurso e disse que a ferramenta é patrimônio nacional e referência internacional.
Ministro Fernando Haddad (Fazenda) falou a jornalistas sobre a taxação de importações nesta terça-feira (18) em frente à sede da pasta
Ministro Fernando Haddad (Fazenda) falou a jornalistas sobre a taxação de importações nesta terça-feira (18) em frente à sede da pasta Crédito: Reprodução/TV Globo
Haddad e Lula discursaram na reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável.
Ele disse também que os impactos do tarifaço devem se limitar a uma parcela das exportações para os Estados Unidos, mas que o governo vai dar atenção especial aos setores afetados.
"As exportações para os EUA já representaram 25% [do total]. Graças à política que o sr. inaugurou ainda em 2003, elas representam [hoje] 12%. Desses 12%, 4% são afetados pelo tarifaço. Dos 4%, mais de 2% terão naturalmente outra destinação, porque são commodities, que vão encontrar o seu destino no curto e no médio prazo", disse Haddad.
"Sim, estamos atentos. Não é porque é 1,5%, 2% [de impacto] que vamos baixar a guarda. Sabemos que há nesse 1,5% setores muito vulneráveis, que geram muito emprego, que exigem da nossa parte uma atenção especial, que vai ser dada."

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