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Economia brasileira

PIB do Brasil desacelera e sobe 0,1% no terceiro trimestre

IBGE aponta relativa estabilidade na economia com aperto da política monetária; mercado financeiro esperava taxa positiva de 0,2%, segundo mediana das projeções

Publicado em 04 de Dezembro de 2025 às 10:28

Agência FolhaPress

Publicado em 

04 dez 2025 às 10:28
RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO - A economia brasileira continuou em desaceleração no terceiro trimestre deste ano, com leve avanço de 0,1% em relação aos três meses imediatamente anteriores, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta quinta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado veio após elevação de 0,3% no segundo trimestre e de 1,5% no primeiro. A taxa de 0,1% ficou levemente abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,2%, de acordo com a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de -0,5% a 0,3%.
A economia nacional abriu o ano de 2025 com o impulso da safra recorde de grãos, mas passou a dar sinais de desaceleração após esse empurrão do campo e com a permanência dos juros altos.
Comércio se movimenta para o Natal na Av. Expedito Garcia, Campo Grande, Cariacica
Comércio se movimenta para o Natal na Av. Expedito Garcia, Campo Grande, Cariacica Crédito: Fernando Madeira/Arquivo AG
O setor de serviços, que tem o maior peso no PIB, ficou praticamente estável no terceiro trimestre, com leve avanço de 0,1% na comparação com os três meses imediatamente anteriores.
O resultado indica uma perda de ritmo do setor. Os serviços haviam subido 0,3% no segundo trimestre e 1% no primeiro.
Já a indústria cresceu 0,8% de julho a setembro. Isso significa uma leve aceleração, já que o setor havia avançado menos no segundo trimestre (0,6%).
A agropecuária, por sua vez, subiu 0,4% de julho a setembro. O resultado veio após queda nos três meses anteriores (-1,4%) e forte alta de janeiro a março (16,4%).
A taxa básica de juros (Selic) atravessou o terceiro trimestre em 15% ao ano, o que tende a dificultar os investimentos produtivos e o consumo de parte dos bens e serviços.
Ao manter a Selic no patamar de dois dígitos, o BC (Banco Central) tenta esfriar a atividade econômica para baixar a inflação. Isso porque uma demanda mais contida tende a reduzir a pressão sobre os preços.
Se de um lado os juros desafiaram o PIB nos últimos meses, de outro o mercado de trabalho seguiu mostrando sinais de força no Brasil. O desemprego em queda e a renda em alta beneficiam o consumo.
O terceiro trimestre também foi marcado pelo tarifaço do presidente Donald Trump a exportações brasileiras. A medida entrou em vigor em agosto, afetando parte dos embarques para os Estados Unidos.
Os americanos já derrubaram parte das sobretaxas, e o governo Lula (PT) tenta novas medidas nesse sentido.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, a economia brasileira registrou expansão de 1,8%, impulsionada principalmente pelo setor agropecuário, que avançou 10,1%. A indústria teve crescimento foi de 1,7% e serviços, de 1,3%.

O que vem pela frente?

Na mediana, as previsões do mercado financeiro indicam crescimento de 2,16% para o PIB no acumulado de 2025, conforme o boletim Focus divulgado na segunda (1º) pelo BC. O Ministério da Fazenda, por sua vez, projeta alta de 2,2%, segundo revisão anunciada em novembro.
Ambas as estimativas sinalizam uma desaceleração ante 2024, quando o PIB cresceu 3,4%.
Para 2026, o mercado financeiro prevê avanço de 1,78%, de acordo com a mediana do Focus. O Ministério da Fazenda espera alta maior, de 2,4%.
Analistas afirmam que uma das razões para o desempenho positivo do PIB nos últimos anos foi a adoção de políticas de estímulo à economia pelo governo Lula.
Setores como o mercado financeiro costumam sinalizar preocupação com o quadro fiscal do país e cobram ações de ajuste nas contas públicas.
Há, contudo, dúvidas sobre a disposição do governo de abrir mão de medidas para incentivar a economia antes das eleições de 2026.

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