Pela ótica da produção, o IBGE destacou em nota crescimento da agropecuária (2%), que ficou acima da indústria (1%) e dos serviços (0,5%).
O PIB do início do ano concentra o efeito da safra de grãos como a soja. É um impacto que tende a desaparecer no indicador ao longo de 2026.
Além da agropecuária, o instituto citou o auxílio da extrativa mineral (3,6%) e de outras atividades de serviços (0,8%). A extrativa integra a indústria, enquanto as outras atividades fazem parte dos serviços.
Elas incluem, por exemplo, serviços pessoais, alimentação e alojamento, além de saúde e educação nas redes privadas.
Quando a análise considera o PIB pela ótica da demanda, o IBGE chamou a atenção para o consumo das famílias, cuja alta acelerou a 1% no primeiro trimestre.
Foi a maior taxa desse componente em seis trimestres, desde o terceiro de 2024 (1,4%). O consumo responde por cerca de 65% do PIB pelo lado da demanda.
"Ele [consumo das famílias] é o agregado com mais peso e contribuiu para o maior crescimento da economia este trimestre", disse o novo coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.
Outro impulso veio dos investimentos produtivos, que cresceram 3,5%. A nova taxa, porém, veio após uma queda de 3,4% no quarto trimestre de 2025. Foi praticamente uma devolução das perdas anteriores.
PIB deve perder ritmo