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Ministro de Bolsonaro

Paulo Guedes diz que renuncia se Previdência virar "reforminha"

"Pego um avião e vou morar lá fora. Já tenho idade para me aposentar", afirmou o ministro da Economia à revista Veja

Publicado em 24 de Maio de 2019 às 13:42

Publicado em 

24 mai 2019 às 13:42
O ministro da Economia, Paulo Guedes Crédito: José Cruz/Agência Brasil
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que irá renunciar ao cargo se a reforma da Previdência pretendida pelo governo virar uma "reforminha", alertando que o Brasil pode quebrar já em 2020, de acordo com entrevista publicada no site da revista Veja nesta sexta-feira (24).
"Pego um avião e vou morar lá fora. Já tenho idade para me aposentar", disse ele, segundo a reportagem.
Se não fizermos a reforma, o Brasil pega fogo. Vai ser o caos no setor público, tanto no governo federal como nos Estados e municípios
Paulo Guedes, ministro da Economia
"Eu não sou irresponsável. Eu não sou inconsequente. Ah, não aprovou a reforma, vou embora no dia seguinte. Não existe isso. Agora, posso perfeitamente dizer assim: ‘Olha, já fiz o que tinha de ter sido feito. Não estou com vontade de ficar, vou dar uns meses, justamente para não criar problemas, mas não dá para permanecer no cargo’. Se só eu quero a reforma, vou embora para casa", disse Guedes na entrevista.
EMPENHO
De acordo com a revista Veja, Guedes afirmou que o presidente Jair Bolsonaro está totalmente empenhado em aprovar a reforma nos moldes em que o projeto foi enviado pelo governo ao Congresso, com expectativa de economia de até R$ 1,2 trilhão nos próximos dez anos.
Guedes reconhece que há uma margem de negociação, que pode no máximo ir a R$ 800 bilhões, e destacou ainda que a reforma previdenciária não está sendo apresentada apenas para equilibrar as contas públicas, mas que também se propõe a corrigir enormes desigualdades, de acordo com a revista.
O ministro reafirmou sua confiança nas convicções de Bolsonaro e disse que acredita em uma união política em torno da agenda econômica do governo. "Eu confio na confiança que o presidente tem em mim."
Não é a primeira vez que Guedes sinaliza que pode deixar o ministério, caso a agenda econômica não seja prioritária. Em março, o ministro afirmou não ter apego ao cargo, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
"Eu venho para ajudar. Se o presidente não quer, se o Congresso não quer... vocês acham que vou brigar para ficar aqui? Estou aqui para servi-los", disse Guedes. "Agora se ninguém quiser o serviço, vai ser um prazer ter tentado, não tenho apego ao cargo, como também não tenho inconsequência e a irresponsabilidade de sair na primeira derrota, desistir."
"Acredito numa dinâmica virtuosa da nossa democracia. Tenho certeza de que os partidos, em especial os Poderes, cada um vai fazer o seu papel. Em segundo lugar, se o presidente apoiar as coisas que podem resolver o Brasil, estarei aqui. Agora se ou o presidente ou a Câmara, ninguém quer aquilo, eu vou obstaculizar o trabalho dos senhores? De forma alguma, voltarei para onde sempre estive."

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