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Metade das contratações de agosto no ES foi para trabalho intermitente

O regime de trabalho por horas gerou 192 das 379 vagas formais abertas no último mês no Espírito Santo

Publicado em 25/09/2019 às 15h12
Atualizado em 26/09/2019 às 03h00
ES tem resultado tímido em agosto e abre 379 vagas de trabalho no mês. Crédito: Divulgação
ES tem resultado tímido em agosto e abre 379 vagas de trabalho no mês. Crédito: Divulgação

A contratação de profissionais que recebem por hora representou metade do saldo positivo de empregos gerados no Espírito Santo em agosto. O chamado regime intermitente gerou 192 das 379 vagas formais abertas no último mês.

Segundo dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgados nesta quarta-feira (25), agosto teve a terceira maior saldo de vagas em regime intermitente do ano, só perdendo para junho (350) e janeiro (257).

A analista contábil da Fucape, Jeniffer Ullrich, lembra que o trabalho intermitente é uma modalidade de contratação em que o funcionário é admitido com uma carga horária menor e por prazo determinado. No acumulado do ano, o Estado soma 1.281 postos de trabalho criados neste regime. 

“Esse tipo de contratação tem aumentado porque traz mais benefícios ao empregador, uma vez que ele contrata o empregado sob demanda, ou seja, somente quando precisar. Dessa forma o empregador evita a ociosidade e pode diminuir também seu passivo trabalhista”, comenta Jeniffer.

Passivo trabalhista é a soma das dívidas que são geradas quando um empregador não realiza o recolhimento correto dos encargos sociais.

Já o pesquisador associado do FGV IBRE e IDados, Bruno Ottoni, explica que em todo país a geração de postos intermitente cresceu até julho deste ano. Segundo o especialista, esses trabalhos em regime parcial podem ser transformados futuramente em postos em horário integral.

“Do ponto de vista do empresário, um trabalhador intermitente que já conheça a empresa e a forma como funciona sai à frente de um trabalhador que não tem vínculo nenhum com a empresa”, explica Bruno.

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