Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Medida do diesel dura 2 meses e não se enquadra em artigo da LRF, diz IFI
Desoneração de PIS/Cofins

Medida do diesel dura 2 meses e não se enquadra em artigo da LRF, diz IFI

Diretor executivo da Instituição Fiscal Independente destacou que é recomendável ampliar a transparência nas medidas e demonstrar que o governo será responsável fiscalmente

Publicado em 22 de Fevereiro de 2021 às 18:50

Agência Estado

Publicado em 

22 fev 2021 às 18:50
Preços de combustíveis em posto na avenidaDante Michelini, Jardim da Penha
Preços de combustíveis em posto na avenidaDante Michelini, Jardim da Penha Crédito: Vitor Jubini
A desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel poderia ser feita sem a necessidade da compensação exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) porque tem duração de apenas dois meses, disse nesta segunda-feira (22), o diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Felipe Salto. Ele destacou, porém, que é recomendável ampliar a transparência no anúncio das medidas e demonstrar que o governo será responsável fiscalmente.
Segundo Salto, o artigo 14 da LRF, que cobra a compensação, fala da concessão de incentivos ou desonerações com efeito no próprio exercício e nos dois anos seguintes, o que não é o caso da desoneração do diesel, prevista para durar dois meses. A área econômica calcula impacto de R$ 3 bilhões.
"Minha interpretação é que o artigo 14 é muito claro, ele diz que medidas que tenham efeitos fiscais por dois anos ou mais devem ser compensadas. Quando faz mudança de PIS/Cofins para dois meses, a rigor não se enquadra no artigo 14, mas vai ter que colocar no Orçamento, que não está aprovado ainda", disse Salto em coletiva para apresentar o Relatório de Acompanhamento Fiscal da IFI.
Segundo ele, se o governo incluísse "no mínimo uma reestimativa" das receitas, incorporando o impacto da desoneração, já seria "fiscalmente responsável". "Se ele disser que a estimativa de receita era R$ 1,595 trilhão e agora é R$ 1,598 trilhão, e mostrar que reestimativa é suficiente para bancar desoneração, entendo que está sendo fiscalmente responsável", afirmou.
O diretor da IFI Daniel Couri afirmou que talvez o Tribunal de Contas da União (TCU) seja instado a se manifestar sobre a polêmica. Dentro do governo, a ala política não quer fazer a compensação, pois teria de cortar subsídio de outros setores, enquanto a área econômica insiste na medida. O ex-secretário da Receita Federal Jorge Rachid entende, por sua vez, que há necessidade sim de cumprir o artigo 14 da LRF.
"O que importa é que dê transparência e mostre de que forma vai impactar as contas", afirmou Couri, lembrando que há ainda críticas direcionadas ao mérito da política, se ela distorce ou não os preços dos combustíveis.
Salto destacou que decisões sobre gastos são de natureza política, mas o espaço para financiá-los também depende de outras ações políticas.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Idosa de 68 anos sofre politrauma após ser atingida por árvore em Ibatiba
Idosa é atingida por coqueiro em Ibatiba e levada de helicóptero a Vitória
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Gilmar a Mendonça: 'É impressionante a desfaçatez desse sujeito'
Bicho-preguiça é encontrado na BR 101, em São Mateus, e devolvido à mata
Bicho-preguiça é encontrado na BR 101, em São Mateus, e devolvido à mata

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados