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Reforma da Previdência

Maia admite que segundo turno da reforma poderá ficar até mesmo para agosto

"O importante é terminar o primeiro turno hoje", afirmou Maia, ao chegar ao Congresso.

Publicado em 12 de Julho de 2019 às 14:55

Publicado em 

12 jul 2019 às 14:55
O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, durante a sessão de análise dos destaques ao texto principal da reforma da Previdência. Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira (12), que irá trabalhar para votar nesta sexta os destaques que faltam para a conclusão do primeiro turno de votação da reforma da Previdência no plenário da Casa. Já o segundo turno poderá ficar até mesmo para agosto, admitiu.

"O importante é terminar o primeiro turno hoje", afirmou Maia, ao chegar ao Congresso. "Depois disso vamos ver se o quórum se mantém para sábado, semana que vem ou agosto", completou.

Maia minimizou a perda de economia na reforma com os destaques aprovados até agora, mas ressaltou a importância de haver quórum para evitar que novas mudanças sejam feitas ao texto principal da Previdência.

"A perda de arrecadação não vai passar no total de mais de R$ 25 bilhões. Mas os destaques do PT, se forem aprovados, tiram mais de R$ 100 bilhões. Por isso não podemos perder nenhum deputado hoje (sexta), o quórum é importante", acrescentou. Quando Maia chegou à Câmara, havia apenas 175 parlamentares na Casa.

Aprovada em primeiro turno, o texto da reforma deverá ser enviado - protocolarmente - de volta à Comissão Especial, que formatará a redação resultante do plenário. Segundo Maia, isso deve ocorrer somente no começo da noite desta sexta.

Por isso, ainda há dúvidas se o plenário teria quórum suficiente para aprovar a reforma também em segundo turno antes do recesso parlamentar. "Não podemos correr o risco de ir para o segundo turno e perder a votação. Não podemos querer tocar muito rápido", argumentou.

O presidente da Câmara disse ainda que irá consultar partidos para saber qual é a projeção de quórum na próxima semana. "Na semana que vem já teríamos 25 deputados a menos, que estarão no Parlasul (o parlamento do Mercosul)", lembrou.

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