Publicado em 18 de agosto de 2025 às 10:34
SÃO PAULO - Ninguém mexe com o queridinho do Brasil: o Pix. Ou será que mexe? Nos últimos meses, o método de pagamento ganhou destaque no noticiário global, após ele o ser citado como concorrência desleal na investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o país.>
O governo deve entregar resposta por escrito às acusações da investigação comercial aberta pelos EUA contra o Brasil nesta segunda-feira (18. Deve argumentar nas explicações contra o processo movido pelo USTR (escritório do representante de comércio dos EUA), que o Pix não discrimina serviços de pagamento operados por empresas estrangeiras, sejam eles de qualquer tipo.>
Na resposta, o Itamaraty pretende alegar que funcionalidades de pagamento diferentes, como o WhatsApp Pay, não são obrigadas a aderir ao Pix, embora muitas tenham integrado a tecnologia em suas plataformas.>
Elas podem funcionar livremente no país, desde que dentro das regras estabelecidas pelo Banco Central, as mesmas exigidas aos agentes brasileiros. A resposta por escrito do governo Lula às acusações deve ser protocolada até hoje, 18 de agosto.>
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O Banco Central participou das reuniões preparatórias que discutiram a resposta a ser enviada aos EUA. A determinação do Planalto logo após a abertura da investigação foi reafirmar aos americanos que o Pix é uma operação já consagrada e que não será modificada.>
O fato de o meio de pagamento ter entrado na mira de Trump foi inclusive usado pela equipe de comunicação de Lula para ressaltar uma mensagem de defesa do meio de pagamento.>
Ainda em julho, o perfil oficial do governo compartilhou nas redes sociais uma imagem com a frase "O Pix é nosso, my friend".>
A investigação do USTR contra o Brasil mira múltiplas frentes: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas "injustas e preferenciais"; leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.>
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