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Entenda

EUA dobram tarifas sobre aço e alumínio para 50%; Brasil será afetado

Nova tarifa de 50% passa a valer nesta quarta (4) e pode impactar as exportações brasileiras, especialmente de aço semiacabado

Publicado em 03 de Junho de 2025 às 20:36

Agência FolhaPress

Publicado em 

03 jun 2025 às 20:36
SÃO PAULO - O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, assinou nesta terça-feira (3) decreto que dobra as tarifas de importação sobre aço e alumínio, elevando-as de 25% para 50%. A medida entra em vigor à 0h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (4) e afetará as exportações brasileiras, segundo maior fornecedor dos metais ao mercado americano.
Segundo a Casa Branca, a decisão foi tomada após análises que indicaram que as tarifas anteriores não foram suficientes para conter a entrada de produtos estrangeiros a preços baixos, o que compromete a competitividade das siderúrgicas e metalúrgicas dos EUA.
O governo alega que o aumento das tarifas, já aumentado em março para 25%, é necessário para garantir a saúde dessas empresas e atender às necessidades de defesa nacional.
Bobina de aço, siderurgia
Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço para os EUA no ano passado Crédito: ArcelorMittal/Divulgação
A medida vale para todos os países exportadores desses metais para os EUA, com exceção do Reino Unido, que mantém a tarifa em 25% devido a um acordo bilateral firmado em maio.
O Brasil, portanto, está sujeito à nova tarifa de 50%, o que pode impactar as exportações brasileiras, especialmente de aço semiacabado, um dos principais produtos enviados aos EUA.
Segundo dados do governo americano, no ano passado o Canadá foi o maior fornecedor de aço, em volume, para os americanos, com 20,9% do total, seguido pelo Brasil (16%, com 3,88 milhões de toneladas, e o país com maior crescimento em relação às exportações de 2023) e o México (11,1%).
Quanto a valor, o Brasil ficou só atrás do México: recebeu US$ 2,66 bilhões, ante US$ 2,79 bilhões dos mexicanos e US$ 5,89 bilhões dos canadenses. Em janeiro, o Brasil foi o maior exportador do mês em volume (499 mil toneladas), ultrapassando o Canadá (495 mil toneladas).

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