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Crise do coronavírus

Empresas não podem cancelar serviços de telefonia de inadimplentes

Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo vale para todo o país enquanto durar a pandemia de Covid-19

Publicado em 10 de Abril de 2020 às 09:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 abr 2020 às 09:07
Homem mexendo no celular
Homem mexendo no celular Crédito: shutterstock
(AGÊNCIA ESTADO) - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) comunicou às empresas do setor (chamadas de teles) que cortes de serviços de telefonia de clientes inadimplentes estão proibidos em razão de decisões judiciais. O órgão regulador solicitou ainda que as empresas reconectem consumidores que tiveram serviços cortados por falta de pagamentos.
O ofício foi enviado às operadoras de telefonia do País em cumprimento da liminar da 12.ª Vara Cível Federal de São Paulo. A decisão vale para todo o País enquanto perdurar o estado de calamidade em razão da pandemia do novo coronavírus - ou seja, até o fim do ano.
No documento, a Anatel informa que apresentou argumentos contrários e tentou recorrer da decisão judicial. No entanto, a liminar foi confirmada pela juíza Natalia Luchini.
A juíza não só não acatou os argumentos da Anatel como elevou a multa por dia de descumprimento e por consumidor de R$ 10 mil para R$ 50 mil. A agência reguladora esclareceu, porém, que os embargos de declaração (recurso) ainda não foram julgados.
A decisão da JF-SP impede também cortes de serviços de água e gás canalizado, assim como obriga o religamento desses serviços em até 24 horas.

TELES QUEREM VALE-INTERNET PARA POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA

Por outro lado, para reduzir os impactos decorrentes da crise, as teles sugeriram ao governo a criação de um vale-internet para manter a conectividade da população de baixa renda durante a crise. Batizado de "conexão solidária", o programa ofereceria um voucher de R$ 15 mensais para 13,5 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família. O governo avalia a proposta.
Hoje, o gasto médio mensal de celulares pré-pagos é de R$ 10. O valor é suficiente para pagar um plano de voz, SMS e franquia de internet entre um e dois gigabytes. A ideia é que o voucher de R$ 15 possa ser dividido entre todos os celulares de uma mesma família.
O programa custaria cerca de R$ 810 milhões em quatro meses. As empresas querem que o governo utilize a verba de um fundo setorial para bancar a medida - o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).
Desde sua criação, em 2000, o Fust acumula um saldo contábil de R$ 22 bilhões, mas historicamente os recursos têm sido utilizados pelo governo para fechar as contas públicas.
O governo prepara ainda um pacote de medidas para ajudar as teles durante a crise. As empresas devem ter um prazo maior para pagar três taxas que, juntas, somam R$ 3,4 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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