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Coronavírus

Bolsonaro sugere abono de mais R$ 100 para quem recebe Bolsa Família

Bolsonaro agradeceu ao Congresso pela aprovação do estado de calamidade, medida que possibilita ao governo aumentar gastos

Publicado em 26 de Março de 2020 às 21:34

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 mar 2020 às 21:34
Em transmissão de vídeo em sua página no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro anunciou medidas para dirimir o impacto econômico da pandemia da covid-19. De acordo com Bolsonaro, as medidas estão baseadas principalmente no Bolsa Família e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Cartão do Bolsa Família
O presidente não disse por quanto tempo duraria a renda extra para os beneficiários do programa Crédito: Divulgação
"Ano passado nós pagamos o 13º do Bolsa Família. A gente queria tornar permanente, mas a Câmara não votou a medida provisória e caducou. Vamos entrar com projeto de lei pedindo urgência ao Parlamento, pedindo que o 13º seja garantido de forma definitiva para as pessoas mais humildes do Brasil", disse Bolsonaro depois de celebrar a inclusão de mais um milhão e duzentas mil pessoas no programa assistencial.
O presidente também disse que o governo estuda dar um "abono extra" de R$ 100 aos beneficiários do Bolsa Família por conta da crise econômica, sem dizer por quanto tempo o abono pode durar. Bolsonaro agradeceu ao Congresso pela aprovação do estado de calamidade, medida que possibilita ao governo aumentar gastos. "Só podemos fazer isso porque a Câmara e o Senado votaram o estado de calamidade e podemos gastar acima do teto", disse o presidente.
Segundo Bolsonaro, a Advocacia-Geral da União (AGU) deve apresentar em breve ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade que deve beneficiar "micro e pequenas empresas, também para atender aqueles que trabalham em bares, restaures e turismo, que está a zero no Brasil e no mundo". O presidente, no entanto, não especificou do que trata a ação.
Sobre o BNDES, Bolsonaro celebrou que o banco esteja livre de "fazer empréstimos fajutos para ditaduras" e disse que o banco de fomento já injetou R$ 55 bilhões na economia, também como medida anticíclica, além de ter suspendido cobranças a beneficiados com empréstimos durante seis meses.
Segundo Bolsonaro, o BNDES "chegou a torrar meio trilhão de reais", o que, segundo ele, equivale a metade do que o governo prevê gastar no enfrentamento à crise provocada pela pandemia. "Tá vendo como o presidente do passado e aquela outra mulher gostavam de emprestar dinheiro para os amigos?", provocou, em referência aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

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