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Crise dos preços

Bolsonaro decide demitir Silva e Luna da presidência da Petrobras

Informação é de aliados do general. Anúncio pode ser feito ainda nesta segunda-feira (28), segundo pessoas ligadas ao atual gestor da petroleira

Publicado em 28 de Março de 2022 às 17:35

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 mar 2022 às 17:35
General da reserva Joaquim Silva e Luna
General da reserva Joaquim Silva e Luna Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro decidiu trocar o comando da Petrobras e vai demitir o general Joaquim Silva e Luna da presidência da petroleira. O anúncio oficial pode ser feito ainda nesta segunda-feira (28), segundo aliados do atual gestor da estatal.
O general já recebeu a comunicação de que deixará o cargo, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. O desligamento ocorre após série de aumento de preços dos combustíveis, que tem provocado desgaste para o governo.
A notícia do desligamento já derrubou em 2,17% (PN) e 2,63% (ON)  o preço das ações da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), de acordo com as cotações por volta das 17h30.
A expectativa é de que o especialista em energia Adriano Pires, atual diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, assuma a presidência da estatal. O nome dele, porém, enfrenta resistência em alas do governo.
Luna vinha sofrendo pressão para revisar a alta nos preços após variações na cotação do barril do petróleo. O general foi pressionado publicamente pelo próprio Bolsonaro e pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A inflação da gasolina, por exemplo, acumula alta de 32% desde que o general assumiu. A posse dele ocorreu em abril de 2021.
O militar, porém, dizia internamente que as variações eram conjunturais e não estruturais e que não havia chegado a hora de rever o mega-aumento promovido pela empresa.
A demissão de Luna repete o desfecho que teve Roberto Castello Branco, indicado do ministro Paulo Guedes (Economia) para comandar a Petrobras e que foi demitido em fevereiro de 2021.
A exoneração de Castello Branco ocorreu após a companhia anunciar o quarto aumento nos preços de diesel e gasolina naquele ano.
Pesquisa do Datafolha publicada nesta segunda (28) mostrou que a maioria dos brasileiros, 68%, considera que o governo do presidente Jair Bolsonaro tem responsabilidade pela alta no preço dos combustíveis.
A maioria, 39% declara que a gestão bolsonarista tem muita responsabilidade pelo aumento da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Outros 29% consideram que o governo tem ao menos um pouco de responsabilidade. Na avaliação de 30%, o governo não tem responsabilidade.

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