Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Fórum Econômico Mundial

Bolsa reage mal a discurso de Bolsonaro em Davos

O Ibovespa, principal índice acionário do país, já tinha um dia fraco, mas acelerou as perdas após a fala de menos de 10 minutos de Bolsonaro

Publicado em 22 de Janeiro de 2019 às 18:16

Publicado em 

22 jan 2019 às 18:16
Presidente Jair Bolsonaro discursa em Davos. Crédito: TV NBr

Apesar da aceleração da queda da Bolsa após o discurso de Jair Bolsonaro (PSL) em Davos, analistas do mercado financeiro minimizam a primeira impressão ruim do novo presidente brasileiro em apresentação ao mercado financeiro.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, já tinha um dia fraco, mas acelerou as perdas após a fala de menos de 10 minutos de Bolsonaro. Às 16h05, o índice caía 0,95, a 95.097 pontos. O dólar recuava e passou a subir, agora caminhando para perto dos R$ 3,80. às 16h05, a moeda americana ganhava 0,82%, a R$ 3,7910.

Marcelo Giufrida, sócio da Garde Investimentos, diz que o novo governo traçou uma estratégia de não detalhar muito do que virá da reforma da Previdência enquanto o novo congresso não tomar posse.

Por isso, investidores não deveriam esperar nada muito específico sobre a reforma da Previdência, diz.

"Particularmente nesse ponto, o discurso não me surpreendeu. Não adianta conquistar todo mundo e não aprovar a reforma no Congresso."

Mas ele acrescenta que o discurso foi rápido e muito superficial e "perdeu chance de fazer alguma coisa mais ambiciosa".

Para Alvaro Bandeira, economista-chefe da corretora Modalmais, a frustração reflete um discurso pouco incisivo e falhou em abordar temas que interessam a investidores internacionais.

"Faltou ser mais incisivo, dizer eu vou fazer o ajuste fiscal, eu vou fazer reforma da Previdência", diz Bandeira.

Victor Candido, da Guide Corretora, acrescentou ainda que seria incoerente o governo apresentar a reforma da Previdência no exterior sem antes discuti-la localmente. Para ele, novos trechos do projeto devem começar a ser noticiados informalmente assim que o presidente retornar da Suíça. Seria a repetição do instrumento de balão de ensaio, divulgar propostas e testar a recepção junto à opinião pública.

Analistas dizem que não veem risco de derrota da reforma da Previdência no Congresso com o escândalo político relacionado a Flávio Bolsonaro, senador eleito (PSL-RJ) e filho do presidente.

"Acho que o negócio está mal explicado, mas está naquela fase inicial em que o governo que tem muito poder", afirma Giufrida.

Para ele, o impacto maior, por enquanto, será sobre a opinião pública, que está decepcionada.

Candido concorda que, por enquanto, a situação está "sob controle".

O economista-chefe da Guide diz, porém, que esse é um dos três riscos que precisam ser monitorados pelo mercado. Além do escândalo, é preciso monitorar a cirurgia do presidente e também o cenário externo.

As Bolsas também recuam no exterior nesta terça. Nos Estados Unidos, os índices cedem mais de 1% após o feriado que manteve os mercados fechados. No ano, as Bolsas ainda acumulam alta.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Brasil diz ter convocado diplomata argentina para cobrar explicações sobre viagem de Flávio Bolsonaro
Macário Júdice Neto está preso desde dezembro
Macário Júdice é solto com uso de tornozeleira após quase um ano de prisão
Compra on-line; Black Friday; e-commerce; compra virtual; comércio eletrônico
O consumidor mudou mais nos últimos cinco anos do que nas duas décadas anteriores

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.