As dificuldades encontradas pelo governo para fazer andar a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, com a votação sendo adiada para a próxima semana e a possível retirada de alguns pontos do texto, garantiram a aversão ao risco para os mercados locais.
Ao fim dos negócios, o Ibovespa teve perdas de 1,11%, aos 93.284,75 pontos, enquanto o dólar registrou valorização de 0,85% ante o real no mercado à vista, a R$ 3,9354.
A Bolsa chegou a passar uma parte do dia abaixo dos 93 mil pontos. O ritmo de queda diminuiu na reta final, depois que a Petrobrás anunciou que fará uma entrevista coletiva, às 18h, para falar sobre sua política de preços para os combustíveis. Ao longo da sessão, a procura por dólar cresceu e levou a moeda acima de R$ 3,94 na máxima, com os investidores aumentando a proteção antes do feriado.
A sessão da CCJ desta quarta-feira,quando a proposta de reforma deveria ser votada, voltou a ser marcada por confusão e debates. E já na hora do almoço, estava encerrada, com a análise e a votação do texto remarcadas para a próxima terça-feira.
Além do atraso, também pesou a articulação de deputados para mudar o texto já na CCJ, pois a comissão deveria apenas analisar a admissibilidade da reforma. Representantes da equipe econômica passaram a tarde reunidos com líderes partidários e com membros da CCJ, a fim de garantir um acordo para que o texto seja, de fato, apreciado na próxima semana.
No exterior, os dados positivos do PIB da China chegaram a animar os investidores no começo do dia, mas o movimento de alta das bolsas em Nova York foi perdendo fôlego, até que terminassem em leve queda, com os agentes aproveitando os índices perto de níveis recordes para realizarem lucros.